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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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Nem sempre só faz falta quem está. Às vezes parece-nos que faz muita falta quem não está por não querer estar. Parece-nos, porque às vezes deixamo-nos viver numa ilusão de que o que era bom era o que já tivemos e nunca vai ser tão bom se não tivermos. Queremos acreditar, porque a saudade é um bicho que nos habita e não arreda. A saudade é só saudade, é necessidade de voltar a sítios onde nos achámos inteiros. Mas nunca pode ser uma sentença de não mais tornar a ser inteiro noutro sítio diferente. Pode até não tornar a ser tão bom como já foi, mas pode ser melhor (a retórica ganha). Sem largarmos as ilusões como podemos sentir as luzes que cintilam e são uma realidade (mesmo que irreal)? Se sentimos, tornámos a acreditar. (Tornámos a acreditar.) E isso significa que sabemos olhar as ilusões nos olhos e dizer-lhes "vai-te embora." Não queremos mundos de mentira e sem conteúdo. Não queremos mãos que se procuram se procuram encher a ausência de outras mãos. Não queremos beijos falsos. Não queremos nada se não for de verdade. E queremos a verdade toda a pulsar nas mãos.




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