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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

De frente para a moldura, o branco enquadra a tua ausência. De onde nasce a incoerência da provocação, já te questionaste? Afastas como quem puxa, repeles como quem implora. De tanto esqueceres as palavras, o silêncio passou a dizer tudo. Que rota é a tua, se perdeste o farol, meu naufrágio? A deriva só premeia os bravos... Lembras-te de quando eras bravo? Erguias os braços até às estrelas, se lá me escondesse. Voavas para mim sob tempestades de granizo. Agora tens medo de qualquer corrente de ar... Até a moldura profanada na sombra diz mais que os teus olhos, que vi chorar, que vi amar. É bom ficar com evidências antes que o esquecimento varra as últimas penas, as últimas pétalas.

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