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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

 



Lying in my bed I hear the clock tick,


And think of you

Caught up in circles confusion

Is nothing new

Flashback warm nights

Almost left behind

Suitcases of memories,

Time after



Sometimes you picture me

I'm walking too far ahead

You're calling to me, I can't hear

What you've said

Then you say go slow

I fall behind

The second hand unwinds



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



After my picture fades and darkness has

Turned to gray

Watching through windows you're wondering

If I'm ok

Secrets stolen from deep inside

The drum beats out of time



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



You said go slow

I fall behind

The second hand unwinds



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



Time after time

Time after time

Time after time


 





esta é p'ra ti, que me dás música ;)

Estou longe de ser uma pessoa estável. Sou até bastante temperamental, de fases, consoante a lua, a hora, o interlocutor, o tempo ou as cores… Sou errática e desequilibrada, de extremos e peremptória nas escolhas que faço. Detesto rotinas e a ausência de estímulos novos: conversas, locais, desafios, ideias. Talvez por isso não esteja nunca demasiado cansada para embarcar em programas que me digam algo às sinapses. O que me cansa é exactamente ter limites pré-definidos, saber antecipadamente como vai ser um dia de trabalho, uma refeição, tudo com horários e regras. Detesto conhecer de cor as pedras da calçada e os buracos no alcatrão, a acomodação de usar sempre o mesmo caminho só porque é o mais rápido… Do que eu gosto mesmo é do inesperado, de surpresas, de aventuras de e em todos os sentidos. Gosto de passear a pé, em cidades desconhecidas, no meio da serra ou na planície. Gosto de encontrar velhos amigos em locais inesperados. Gosto das rajadas de vento que deixam a verdade a descoberto. Gosto de arriscar mudar só porque sim. No caos em que a minha vida se encontra neste momento, achando-me até ineditamente desanimada, encontro alento no amanhã por descobrir. Tenho a absoluta certeza que a próxima semana será diferente desta, e conforta-me não ter a mínima pista de onde estarei ou a fazer o quê.


Quando era miúda não conseguia imaginar-me com mais de 18 anos. Até aí a vida seguiria certamente de acordo com o planeado, em torno da escola e pouco mais. A partir dos 18 não conseguia sequer visualizar uma sombra de futuro. O que até é estranho, porque sabia exactamente que curso queria tirar e onde (e foi isso mesmo que fiz), mas esse é outro capítulo, o da obstinação desmedida (que quando meto uma ideia na cabeça não desisto até a ver concretizada; mas é que não desisto MESMO!). Nunca tive planos muito concretos a longo prazo, nunca imaginei como seria a minha vida aos 20 ou aos 30. Sabia, grosso modo, o mesmo que sei hoje: que o que me dá prazer é aprender e viajar pelo mundo, que amar é imprescindível e que a felicidade não reside nos bens materiais. Tenho confiança em mim, e isso basta-me, por ora, para não ceder à resignação.


Como diz um bom amigo, “vamos a eles”!