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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Na verdade, perguntaram-me durante um vôo curto, minutos antes da aterragem, ainda o trem de aterragem não tinha descido:


 


 


- "Desculpe, estava com os «fones» e não ouvi, passou-se alguma coisa?"


- "Não se passou nada, estamos prestes a aterrar, é só isso."


- "Ah, é que me pareceu que o avião estava parado."


O blog da Guida parece ser igual à imagem que tenho dela: desinteressante, insípido, seco como um carapau. Cheio de equívocos e disparates e erros crassos.


Eu sei que detesto a escrita da Guida há muitos anos, antes das crónicas ridículas cheias de odiozinhos de estimação, antes do "auto-plágio", desde que lhe li o (vá-se lá saber por que raios) best-seller. Li, verdade. Por isso posso falar com propriedade. A senhora escreve tão bem quanto qualquer miúda de 14 anos, mas com mais pose e vedetismo.


Porque raios me lembrei de clicar no perfil dela quando a vi por este meio não sei, deve ser masoquismo. Mas li o primeiro post.


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(Apresento-vos o pleonasmo fresquinho.)


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 (E apresento-vos o sotaque brasileiro: oi?!)


E a seguir, provavelmente mais por curiosidade mórbida do que qualquer outra coisa, ainda fiz um scroll e li mais um pedaço de um post. As gralhas, as verdades entre as Lapaliçadas e as LiliCaneçadas e as muitas frases a começar por "E" são cansativas. Assim não dá. E assim termina o que já estava condenado à partida. Byebye Guida!


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Eu apoio as greves dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.


Estou a 100% de acordo com as suas motivações (contra a reestruturação da empresa e pela defesa do serviço público) e, por muito que seja doloroso viajar na Carris em dias de greve do metro, estes trabalhadores não estão só a defender os seus postos de trabalho e a aplicação do seu Acordo de Empresa, estão a defender a manutenção de um serviço público e, portanto, o bem comum.


Quem não consegue ver para além do seu umbigo, da sua comodidade, será contra estas e, porventura, todas as greves. E, ou muito me engano, ou grande parte destes são os mesmos que não vão votar porque têm coisas melhores para fazer.


 

A Irlanda deu um passo urgente e que falava em prol do respeito pelos seres humanos. A Catalunha (que quase podia ser a minha pátria ideológica), mais uma vez, mostra ao mundo que não tem medo de mudar, de querer mais e melhor, e muda para muito melhor.

 

Por cá, como habitualmente, não se passa nada, ao que parece. Quer dizer, passa, a julgar pela TV: futebol, sempre; festival da canção da Eurovisão; globos de ouro. A julgar pelos blogs de top, só se passam as comadres, umas com as outras, hordas de polétes, xuxus e pequenos póneis descobrem que detestam picante (pois são pessoas da doçura) e adoram sapatos de puta, ai que não se diz puta nos blogs, pronto, adoram os sapatos da senhora a dias (diária, percebem o trocadilho?) e estão prontas a esgatanhar-se todas, quais Charlies de enfiar no dedo, porque podem gozar com tudo, mas lá com o profeta, ou sapatos de salto, é que não. E joanetes, também se pass(ei)am joanetes na praia, um flagelo deste país. Sabiam que a principal causa para os joanetes são os maus sapatos? Pois.

 

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Comprei umas sandálias. Não são de marca, foram baratuchas, não têm pingo de glamour - têm a minha cara! Rasinhas, de borracha, ideais para caminhar com conforto e manter os pés frescos no Verão. De certezinha que as vou levar de férias em Julho e se em Setembro ainda estiverem inteiras vão comigo para a Festa do Avante, olaré. Sou tão pouco fashion-coisa que as comprei no mesmo sítio onde comprei o pão e as cervejas. No supermercado, pá, não pensem que há por aí sapatarias com serviço de snack-bar. Não digo qual que, sem contrapartida financeira ou material, não há cá referências passíveis de confusão com publicidade.


#JeSuisBregaAndILoveIt


(Também há em cor-de-rosa e outras cores para os meninos.)


 


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Esta é fresquinha, de hoje: "o miúdo estava a esvaziar-se em sangue"!


(Eu sou uma pessoa com uma fraqueza: eu tenho ataques de riso. Sobretudo com estas gaffes, ou com aquelas colectâneas de bacoradas nos exames nacionais - com estes eu choro, eu fico com falta de ar, não aguento! E os cabrões dos ataques de riso atacam nas piores alturas.)


Tenho uma colega* que podia ser rica. De cada vez que abre a boca saem de lá verdadeiras pérolas! Para vos deixar uma breve amostra das coisas que eu oiço todos os dias...



  • Tenho de ir fazer as lambadas para colar nas pastas...

  • Sabes aquele reclame em que os bebés estão com a boca toda suja de mustela?

  • O ano passado foi bissexto, e o outro antes também.



 *não é loira, mas só por fora.

Daqui a umas centenas de anos, a nossa era vai chamar-se A Idade da Comunicação. (Ou então, e talvez fosse mais certeiro, A Idade da Destruição.)


Não acredito que a Globalização o seja realmente, porque (desta perspectiva em que me encontro) não vejo reflexos de um pensamento estratégico global, nem da solidariedade entre povos, nem sequer da informação global. A maior parte das pessoas e dos decisores políticos não sabe bem e nem quer saber como vive o resto do mundo. Não quer saber o que se faz de bem ou de mal além fronteiras, "desde que não nos toque a nós".


O que há de bom (apesar de nem sempre ser bom, mas vamos passar por cima das excepções) é que passou a ser possível comunicar instantaneamente com quase todos os pontos do globo, de forma barata e eficaz. Passou a ser possível aceder a quantidades infindáveis de informação, em permanente actualização, de forma cómoda e economicamente acessível para quase todos.



 


 


Para os jovens e adolescentes que me lêem e que já nasceram nesta era, não conheceram outra realidade, por isso suponho que isto tenha muito pouco de bonito ou mágico, é o normal é até imprescindível. Para os da minha geração, que podem já ter-se esquecido de como era a vida antes dos telemóveis e da Internet, as coisas hão-de variar entre os que se adaptaram às novas tecnologias e já não se imaginam a viver sem elas e os outros, que não conseguiram acompanhar o ritmo e ainda estão com um pé nos tempos analógicos.


Eu sou da geração em que não havia telemóveis e ainda me lembro de não ter telefone fixo em casa e, quando era necessário, ter de ir a casa de uma vizinha telefonar. Os trabalhos escolares, até ao final do ensino secundário, eram feitos à mão ou à máquina e escrever e, quando era necessário investigar sobre algum tema, lá íamos nós para a biblioteca municipal ou para a da escola, passar as prateleiras a pente fino, folhear livro a livro, com cuidado. Não tive computador até estar no 12° ano (mas tive informática nos 7º e 8º anos e nessa altura, faziam-se umas brincadeiras em MS-DOS), a primeira vez que fui à Internet já andava no primeiro ano da faculdade e recordo-me de quando os SMS entraram em funcionamento, já depois dos telemóveis existirem um pouco por todo o lado (eu tinha este aqui de baixo).



 


Assim, à distância (dezasseis anos parecem mil), parece tão incrível o quanto as nossas vidas mudaram, o quanto o centro de muitas questões éticas e sociais se desviaram, o imenso poder de adaptação do ser humano, o tanto que o mundo mudou sem mudar de todo, mesmo que esse tanto não signifique necessariamente melhor ou pior, porque somos os mesmos: a Humanidade continua a ser um quebra-cabeças. Mas que a viagem foi do caraças, meus amigos, não tenho dúvidas. É fantástico. É brilhante! E o melhor... Imaginar em como será daqui a 20 anos? 

Não pretendo ofender ou ridicularizar as pessoas que têm uma qualquer fé e acreditam nas fantasias mais rebuscadas em algo "superior", ou Deus, ou lá como quiserem chamar. Eu não acredito, de todo, mas isso sou eu e não tento impôr a minha ausência absoluta de Fé aos outros (apesar de considerar que as religiões apadrinham mais mal do que bem no mundo). De forma simétrica, acho redutor e ofensivo que um jornal supostamente independente publique uns "artigos jornalísticos" apregoando como factos inquestionáveis eventos que carecem de qualquer evidência. 


Vejamos, se eu pegar no jornaleco editado pela IURD (ou visitar o site), não será de espantar que lá pelo meio se diga que a oração curou uma doença qualquer a alguém ou que alguém ressuscitou. Mas se vou ler um jornal diário como o i não me parece muito aceitável que se afirme que o número de casos de possessão demoníaca tem vindo a aumentar, sem indicação sequer da fonte dessa informação. Foi o INE que o disse? Era uma pergunta constante do último Censo? Wtf?!


Não é suposto o jornalismo tentar fazer um relato dos acontecimentos reais e ajudar no esclarecimento da verdade? Em caso afirmativo, estas peças do jornal i não estão sequer perto do que é jornalismo.


Se calhar, publicar um especial conjunto de reportagens com explicação de como fazer um exorcismo, perguntas e respostas que não se sabe bem quem deu (o padre Sousa Lara, que explica como foi o seu percurso de betinho da linha que queria ser santo e pai de dez a padre exorcista?), mas são apresentadas de forma categórica, sem citações ou espaço para alegações e histórias de possessões demoníacas está para o jornalismo como o "Inferno" está para o "Céu" - bué, bué longe!


Será que se eu for dizer por aí que sou vampira e que nas noites de lua cheia o homem se transforma em lobisomem o jornal i também vai fazer reportagens sobre nós?


 


E depois, além da seriedade dos temas escolhidos, ainda temos as pérolas ortográficas...


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O espaçamento também está caro, o melhor é poupar...


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 (A sério, já não há revisores de texto nos meios de comunicação social?)


 

Nota prévia: Mais um post sério, desculpem lá qualquer coisinha mas às vezes tem de ser. 

Quando se tem dores crónicas é difícil estar de bom humor; a persistência da dor torna-nos pouco tolerantes, cáusticos e arrogantes, ou o que eu chamo Síndrome do Dr. House. Pelo menos estar sempre de bom humor, com vivacidade e energia para enfrentar cada manhã, com vontade de encarar o mundo de forma ligeira e jovial. (Se alguém por aí conseguir, faça o favor de partilhar a receita mágica.) A carga emocional e psíquica de viver permanentemente com dores (sempre, todos os dias, a todas as horas), umas vezes mais, outras vezes menos - mas sempre - custa, muitas vezes, mais do que a tolerância física à dor. Às tantas, as dores físicas deixam de contar como dor, passam a ser o "normal". Ajuda ter uma tolerância bastante grande de origem (felizmente, sempre tive; até não ter outra escolha senão tomar uma carrada de drogas diariamente, era daquelas pessoas que prefere aguentar sem tomar uma aspirina ou paracetamol que fosse - e depois soube o que era ter dores insuportáveis, completamente paralisantes, e o caso mudou de figura).

Falo por experiência própria, mas sem grandes autocomiserações porque, apesar de ainda não ser capaz de contornar sempre os efeitos "de dentro para fora" das doenças, levo uma vida normal (existem algumas restrições físicas, mas para já não me impedem de sair todos os dias para trabalhar, nem fazem com que alguém saiba o que se passa dentro de mim só por olhar). Prometi a mim própria que seria assim desde a primeira vez em que surgiram, em sequência, as palavras "doença crónica auto-imune", que não iria viver em função da doença - devo-o à minha dignidade e auto-respeito.

 

Tenho um exemplo próximo na família de alguém que se deixou vencer por uma doença crónica. E não é que a doença permaneça activa, trata-se de uma pessoa que teve um cancro e está em remissão há cerca de 25 anos, sem efeitos negativos por aí além, fisiologicamente falando. A coisa esteve muito complicada, arrastou-se, foi dramático, foi traumatizante, mas lá acabou por dar tréguas, e tudo faria crer que a doença tinha sido derrotada. Só que aquela pessoa passou a definir-se como quem teve um cancro (nem sequer diz cancro, a palavra maldita), ganhou medos de tudo (em última análise, de morrer e, portanto, de viver), tornou-se hipocondríaca, fraca, perdeu a garra. Ganhou psicoses e a fuga e lamentação como resposta primeira para todos os obstáculos. E por isso sim, a doença ganhou, a pessoa deixou-se sair vencida.

 

Este meu testemunho, se de mais não servir a ninguém, servirá como lembrete a mim mesma de que a minha vida não começa nem acaba na doença. Tenho demasiado por viver, por viajar, por amar, por escrever, para deixar que uns anti-corpos desnorteados me ditem o destino e me privem de viver a minha vida como eu bem entender. Era o que faltava! Eu não tenho medo de quase nada (aprendi que o medo atrapalha demasiado e tenho mais e melhor onde gastar energias), mas tenho medo de não viver, de me entregar ao que não posso alcançar e nem sequer tentar chegar aonde mereço. Eu não vou ser derrotada!

 

É uma derrota usar a dor e a doença como escudo para as dificuldades. É uma derrota a pessoa com dor crónica ser definida pela dor que carrega. É uma derrota quando as outras pessoas te dizem "coitada" quando se apercebem do cerne da questão. A última pessoa que exclamou "coitadinha" muitas, demasiadas vezes, foi uma médica. Alguém que deveria estar habituado a lidar com coisas bem mais dramáticas do que umas doenças crónicas que são debilitantes, sim, mas com que se vai aprendendo a viver no dia-a-dia, com algumas limitações, mas contornáveis. Isso, que parecendo que não, até podia ser uma forma de demonstrar empatia, feriu-me o ego. Remeteu-me imediatamente para a ocasião em que um professor duma pós graduação que fiz me deu os parabéns por ter tido uma nota que ele achou boa e, do modo que foi percebido pelo modo como o disse, não achou que eu conseguisse ter. Fiquei furiosa, como fico sempre que me tentam nivelar por baixo. Na vida como no percurso académico, não me inscrevo para me conformar com um 17, com uma vida boa "para quem tem tantos problemas"! Vou sempre tentar e dar o meu melhor para chegar ao 20, à vida estupenda que sempre desejei, com tudo a que tenho direito.

 

Eu não digo, normalmente, que tenho dores. Não me queixo. Quanto menos me queixar e falar disso menos me lembro que estas dores são minhas e não vão passar. Nunca. E menos os outros vão ter presente a imagem de mim como a rapariga que tem aquelas doenças de nome esquisito.

 

As dores, as doenças, não me definem. Eu não sou a rapariga que tem EA e hipotiroidismo e próteses de titânio pela coluna fora. Não gosto de dizer às pessoas que doenças são as que me fazem tomar uma mão cheia de medicamentos logo de manhã ou me impedem de participar em certas actividades. Por muito que custe ficar de parte, por muito difícil que seja, por vezes, lidar com uma série de preconceitos e rótulos (o outro lado das doenças que não se vêem)... É bastante preferível ser a rapariga irritadiça que quando está com os azeites diz tudo, como os malucos, é brusca, antipática, demasiado honesta e deixa algumas pessoas de boca aberta ("chocadas", ouvi dizer). Prefiro mesmo, mil vezes, ter fama de ser arrogante e ter mau feitio do ser a desgraçadinha. Rio-me todos os dias, sorrio todos os dias, espanto-me e comovo-me com a beleza extraordinária da vida todos os dias. Mesmo nos dias em que tenho vontade de gritar com toda a gente. E por isso, venço, todos os dias.

Jornalistas profissionais, ganham a vida a escrever textos, mas começam frases com "Mas,". Valha-nos Santa Ambrósia dos Blogues!

Que não haja sombra de dúvidas: o mais querido e especial dos homens é o meu, é o meu tudo, o Grande Amor da minha Vida. Entendemo-nos lindamente e raramente temos uma zanga ou discussão. E, quando as há, o motivo é, invariavelmente, um: a desarrumação. O tipo é desarrumado, desorganizado e desleixado à quinta casa. E eu sou um tudo-nada obsessiva-compulsiva com as limpezas e arrumações. Mas também sou defensora acérrima da divisão equitativa das tarefas domésticas. Portanto, nada de fazer o que lhe compete a ele só para evitar gigantes crises de nervios. Respiro fundo, conto até 100 e penso em azul, aponto-lhe calma e delicadamente as tarefas que está a negligenciar, uma e outra e outra vez. E depois lá virá uma vez em que não consigo contar nem até três e estala-me o verniz, e fico com a crise de nervios, e ele bufa e resmunga e lá vai fazendo uma parte (porque fica sempre qualquer coisa no esquecimento!) e eu evito fazer as fitas que ouvimos nos vizinhos do lado (tenho de arranjar tempo para vos vir relatar, que é melhor que novela mexicana).

 

Somos uns privilegiados, porque temos ajuda uma vez por semana, não temos de nos preocupar com passar a roupa a ferro e uma parte das refeições. E tudo o resto será muito mais fácil se arrumarmos depois de usarmos, se limparmos depois de sujarmos, o óbvio e básico - para mim e para vocês. Mas para o homem está difícil de entender...

 

Sabem aquelas mulheres que dizem que é melhor os maridos não fazerem isto ou aquilo porque não têm jeito nenhum, e ainda deixam pior do que estava? Aqui essa conversa não pega. Isso é o que eles querem ouvir, estimadas leitoras! Assim, vão sempre agarrar-se a esse argumento e passam a vida toda sem mexer uma palha! Eu acho precisamente o oposto. Se não sabe fazer, entra em fase de estágio e vai fazer quantas vezes for possível para aperfeiçoar a técnica. De modos que o eterno estagiário já domina certas competências, outras ainda estão numa fase muito rudimentar, mas o problema maior parece ser a epidemia que afectou personagens como Cavaco SilvaZeinal Bava, Pedro Passos Coelho, Vítor ConstâncioHenrique Granadeiro ou Ricardo Salgado: a fraqueza da memória.

 

Um flagelo, a amnésia selectiva! Vejam bem que, sem a minha voz a lembrar docemente que "dá o mesmo trabalho levar a loiça suja da sala e colocar em cima da mesa da cozinha ou colocar na máquina de lavar", que "não são necessários 10 pares de sapatos à porta, podem bem estar dentro do armário" e outras coisas parecidas, estes pormenores escapulem-se da cabeça do gajo.

 

Ao contrário do que é normal, o homem hoje saiu de casa 2 horas depois de mim e eu cheguei muito antes dele. Contava, portanto, encontrar a casa minimamente arrumada. Em vez disso, encontrei:



    • o toalhão de banho dele enrolado em cima da cama;

 

    • roupa suja dele na mesa-de-cabeceira (o quê, não é o melhor sítio para a colocar?!)

 

    • a roupa passada que pedi para ele pendurar no roupeiro, exactamente no mesmo sítio;

 

    • um rasto de migalhas na cozinha (tábua de corte e faca de pão onde? em cima da mesa, claro);

 

    • um pacote vazio de manteiga e respectiva faca suja em cima do balcão;

 

    • o saco do pão aberto, com um naco de broa de milho (de que ele não gosta) a enrijecer para mim;

 

    • loiça suja espalhada entre o lava-loiças e a mesa da cozinha;

 

    • o resto do jantar no frigorífico... dentro da panela... destapada.



Por isso, e porque amo muito o meu homem, vim descarregar um bocadinho para o blogue e vou já de seguida dedicar-me à cozinha, a pensar nele. :)

 

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