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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Ajustar as expectativas, no que diz respeito a viagens, é essencial para não maldizer cada dia e cada cêntimo gastos. Mas igualmente importante é:

- não ir em carneiradas, excursões, épocas altas, sítios da moda;

 


- dar tempo e espaço à descoberta e improvisação;

 


- chegar mais cedo ou mais tarde aos pontos críticos;

 


- fugir do "beaten path";

 


- conhecer os sítios como os locais o fazem, ir aos sítios que os locais vão e fazer o que eles fazem;

 


- estudar, perguntar, pesquisar;

 


- deter os pequenos pormenores e ter capacidade de abstracção.

 


 

A viagem não é uma check-list de pontos turísticos, é a experiência real, é lidar com multidões, com lixo, com stress, é saber aproveitar quando está frio, quando chove e está nevoeiro. É chegar a tempo de ver o nascer do sol no Taj Mahal e pensar que não há fotografia que faça jus áquela beleza. É provar vinhos nas tascas de ruelas esquecidas e quase desertas de Veneza. É experimentar todo o género de comida de rua na Tailândia e achar, em casa paragem, que aquela é a melhor refeição da vida. É dar um beijo apaixonado na grande muralha da China e pensar em quantos terão feito o mesmo nos últimos 2 milénios. É encontrar poesia nas aves que se abrigam durante uma trovoada tropical. É adorar andar perdido no meio de ruelas escuras e ser confundido com um nativo. É fechar os olhos no palácio imperial de Viena e senti-los mareados quando imaginas o pequeno e genial Mozart ao colo da princesa Sissi. É sentires estranhíssimos déjà vus no antigo império Otomano e admitires a possibilidade de reencarnação.

 


É não saber o que te vai fascinar e ficar guardado na memória da próxima viagem.

 

A propósito disto.