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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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Este post está em rascunho na minha mente há meses. Aliás, há anos. É um assunto que ainda é um pouco tabu, sobre o qual ainda há muita desinformação e preconceitos, e por isso mesmo é raro falar disto - mesmo entre amigos próximos.

 

Conhecer pessoas (romanticamente falando) pela internet. Sinto que chegou a hora de dar o meu testemunho, aproveitando que a SIC chamou o tema ao prime time com a sua reportagem especial de domingo.

 

Talvez o meu testemunho seja relevante, até porque as relações amorosas importantes da minha vida passaram todas (as 3) pela internet. A primeira por acaso e há demasiados anos para que coisas como o Facebook ou o Tinder sequer existissem, e numa altura em que havia uma grande dose de cepticismo (de minha parte, pelo menos) no que seria a realidade do outro lado. Passados tantos anos, concluo que ainda há muitos preconceitos e disparates na cabeça das pessoas. Tudo o que digo aqui é, naturalmente, apenas a minha perspectiva, mas acreditem que eu sou qualificada para falar do assunto. Está na hora de desfazer equívocos e dogmas. Vamos a isso!

 

Ninguém é na realidade o que diz ser na internet. Mentirosos há em todo o lado, e convenhamos: quando conhecemos alguém que nos interessa romanticamente não começamos por desvendar os nossos piores defeitos, certo? Depois de muita reflexão sobre o assunto, achei na altura em que conheci o meu primeiro namorado a sério na internet que era mais fácil as pessoas serem transparentes na internet, mais genuinas, do que ao vivo e a cores. E isso traz óbvias vantagens no campo amoroso. Quanto à minha forma de estar na internet, seja em que contexto for, isto sempre foi incontornável - consequência da introversão natural, da auto-estima esfolada, do à vontade com a expressão escrita e da protecção que o monitor traz.

 

É perigoso. Claro que pode ser muito perigoso, especialmente se em vez de pessoas adultas e responsáveis estivermos a falar de jovens com pouco conhecimento dos riscos que correm em fornecer informações pessoais a estranhos. Isso jamais se faz! E se chegar a hora de marcar um encontro, deve escolher-se sempre um local público, bem iluminado, com bastantes pessoas à volta e, de preferência, policiamento e câmaras de segurança. Adicionalmente, e eu sempre fiz isto com as pessoas que conheci da internet, dizer a um amigo próximo o que vamos fazer e o local do encontro, combinando uma hora para dar notícias. "Se às x horas eu não disser nada e não me conseguires contactar, chama a polícia e dá estes dados" (incluindo n.º de telefone da pessoa com quem nos vamos encontrar, etc.).

 

É difícil! Encontrar o amor é, realmente, difícil. Pode ser desesperante e pode ser uma busca infrutífera. Mas também pode surgir quando e onde menos esperamos, e nesse momento todos os desgostos, toda a solidão anterior, passa a ser apenas uma névoa sem importância. Eu já tinha deixado de acreditar no amor e desistido completamente quando ele me encontrou, monitor adentro. Quando me inscrevi no site que me deu a conhecer o meu babe, a verdade é que ia sem expectativas. Aliás, dizia explicitamente no meu perfil que não procurava um namorado, estava mais interessada em encontrar um companheiro de viagens. Lá está, não havia nada a perder. Na pior das hipóteses conhecia virtualmente algumas pessoas que poderiam ou não transitar para a "vida real". E fazer uma incursão exploratória é tudo menos difícil, é inserir uns dados num site e voilá. Hoje em dia a maior parte de nós simplesmente deposita a maior parte da energia e do tempo no trabalho, trabalhamos horas a fio, que nem loucos, e quando não estamos a trabalhar estamos a caminho do trabalho ou a cumprir rotinas. Não sobra muito tempo para socializar na rua, em bares e cafés, sobretudo depois dos trintas, quando a disponibilidade das companhias naturais (os amigos) vai também escasseando. O telemóvel está sempre connosco, o computador está ali, e é muito mais fácil e rápido conhecer alguém, ou pelo menos "explorar o mercado" por estas vias.

 

Quem se conhece pela internet só está interessado em engate. Não é verdade. Temos que contextualizar as coisas. Os factos são que há muita gente sozinha, muitas pessoas que não conseguiram recuperar depois de relações falhadas e ainda os que nunca encontraram alguém especial. Também há (e não são poucos) os que só procuram sexo, um engate de uma noite, ou mesmo um caso extra-conjugal. [Recordo-me de um rapaz que jogou insistentemente a carta do "coitadinho de mim, só conheci uma mulher na vida e tenho curiosidade de saber como é estar com outra pessoa" - a sério, isto resulta com alguém?] E então? Há em todo o lado pessoas que procuram o amor verdadeiro, pessoas que procuram apenas uma companhia, pessoas que procuram apenas encontros sexuais. Basta dizer frontalmente ao que se vai. Se encontramos quem queira o mesmo, muito bem, se não, dizemos que não e passamos p'ra outra. 

 

Dar tampas e o medo da rejeição. Pois, lamento, temos de estar preparados para levar tampas e também para as dar sem grandes demoras. É simples dizer que não. É muito mais simples dizer que não pela internet, em que podemos simplesmente não responder, bloquear alguém ou dizer, honestamente "não estou interessada". Acredito que quem está do outro lado também não terá grande interesse perder tempo em bater na mesma tecla, afinal, há muitos peixes no mar.

 

Mas só há falhados e gente esquisita nesses sites! Gostos não se discutem, quem feio ama bonito lhe parece e todos os provérbios populares aplicáveis têm o seu fundamento, ok. Nos sites de matchmaking, como na tua rua ou lá no emprego ou em qualquer discoteca, há exactamente o mesmo tipo de pessoas: todas diferentes umas das outras. Nada como experimentar, não há nada a perder, certo? Da minha experiência pessoal, posso dizer que estive uns tempos registada em 2 sites de matchmaking. Num deles, maioritariamente dominado por pessoas de meia idade e com uma perspectiva mercantilista (o site oferecia x mensagens de borla, para aceder a mais era preciso pagar), não encontrei qualquer interesse. Terá sido azar, mas só me contactavam pessoas cujo perfil simplesmente não me interessava minimamente. Já no outro site, o OK Cupid, posso dizer que conversei com várias pessoas e encontrei pessoas realmente interessantes, inteligentes, cultas, com interesses semelhantes aos meus e sistemas de valores compatíveis com o meu, que poderiam facilmente ser minhas amigas. Aliás, foi precisamente aqui que encontrei o amor da minha vida. O OK Cupid faz uns questionários e cruza os resultados, apresentando uma percentagem de compatibilidade entre 2 pessoas, e recomendando pessoas (próximas geograficamente ou não, segundo me lembro esta é uma opção editável) com elevada compatibilidade. Só tenho a dizer o seguinte: resulta!

 

Não conheço casos de sucesso. Talvez conheças mais do que pensas. Acontece que, como disse acima, as pessoas ainda têm receio de falar abertamente sobre o tema, para evitar comentários parvos e preconceituosos, bem como perguntas tontas e indiscretas. Há muitos, mesmo muitos, casos em que a coisacorreu francamente bem. Conheço um casal que não só se conheceu pela internet, como começaram oficialmente a namorar apenas através da internet (tinham todo um oceano a separá-los), e ficaram noivos sem nunca antes se terem tocado. Hoje, passados uns 12 anos, vivem juntos e felizes, têm um filhote, e confirmam que foram feitos um para o outro, mas sem a internet dificilmente se teriam cruzado. 

 

E os blogues?! - perguntar-me-ão. Os blogues são janelas privilegiadas para a alma das pessoas que os escrevem. Com todas as vantagens e desvantagens que isso pode trazer, eu acredito que podemos realmente conhecer algumas pessoas simplesmente lendo aquilo que escrevem. Tenho bons amigos que os blogues me trouxeram ao longo dos anos. Tenho um grande amigo que me perguntou há anos, quando tinha um blog anónimo e muito pouco conhecido, se era eu a autora, porque reconheceu a minha escrita. Tive um namorado que se apaixonou por mim conhecendo apenas as palavras que depositava num blogue.

 

 

A conclusão que retiro de tudo isto é apenas uma: a internet é apenas mais um lugar onde as pessoas se podem conhecer, apaixonar, fazer amigos, criar ódios viscerais, dizer e fazer disparates, perder tempo ou encontrar a felicidade. Ou seja, exactamente como uma extensão do resto do mundo.

O meu amor, geek-mor desta rAlação, é um gamer e comprou um brinquedo novo para, entre outras coisas, jogar. Uns óculos de realidade virtual.

 

Eu não sou, de todo, adepta dos jogos que viciam o rapaz (minecraft e umas cenas com zombies...), mas a minha veia geek aprovou de imediato a compra, até porque queria usar os óculos para outros propósitos (bem mais interessantes, a meu ver).

 

Não fizémos (ainda!) as figurinhas de algumas pessoas em êxtase/pânico quando experimentam a realidade virtual, mas tem sido divertido à brava. :-)

 

Os conteúdos grátis disponíveis ainda são, para já, algo limitados, mas ainda assim, posso dizer-vos que estou maravilhada! Em dois dias, já estive no fundo do mar a nadar com tubarões, já andei a sobrevoar Nova Iorque de helicóptero, já estive cara a cara com leopardos, ursos e bisontes, já vi uma demonstração do Cirque du Soleil, já estive debaixo de cataratas, no meio do deserto, em Moscovo, no espaço, muito muito perto de um furacão, em copas de árvores, a andar de gôndola em Veneza, a ver uma aurora boreal e nos fiordes da Islândia.

 

Não, não vamos deixar de viajar de corpo inteiro (nunca!), mas é fantástico conseguirmos ter tantas experiências e ver imagens e filmes a 3D sem sair do lugar. Estamos ansiosos por ir mais longe e conseguir vídeos de queda livre, sky-diving, bungee jumping, mais viagens no espaço e por entrar no universo microscópico ou no interior do corpo humano ou de outro animal!

 

 

 Há por aí quem queira partilhar experiências de VR ou dar sugestões de conteúdos?

Mesmo, mesmo a sério!

 

Nem sempre foi assim. Digamos que passei de um extremo ao outro. Quando era miúda adorava, ia aos jogos da minha equipa local (que entretanto já nem tem futebol sénior e anda a "vender"* todo o património ao pior clube do mundo), via os treinos, via jogos de iniciados, torcia pelas equipas. Como uma pessoa muito próxima tinha uma grande ligação ao mundo do futebol, fui sendo envolvida mais e mais. Acontece que cheguei ao ponto de estar tão envolvida que comecei a abrir os olhos e a ver que o futebol deixou de ser só o jogo, a parte de que eu realmente gostava, para ser quase tudo menos o jogo. É o teatro, é a política, é a enorme mentira, é o dinheiro, a corrupção, a arbitragem, é a gestão, é a traição. E disso eu não gosto. Na verdade, abomino. E foi assim que cortei relações com o futebol. Não sei o nome dos jogadores, nem dos presidentes, não vejo jogos, já não me serve de entretenimento. Para piorar, vivo mesmo bastante perto do centro de estágios (a que eu chamo, carinhosamente, de lixeira) da equipa que menos gosto (nem tenho nada contra o clube, são mesmo os adeptos que me enojam). Cá a terreola sempre foi vermelha, contava com alguns ex-jogadores (os mais bêbados e porcos habitantes, I kid you not!) e generalizada falta de bom gosto visão. E foram em particular estes adeptos, sujos, garganeiros e mal-educados, que cospem para o chão e gostam pouco de banho, que têm o cabelo e os bigodes sebosos, que arrotam alarvemente e coçam os tomates em público, que me tornaram anti-benfiquista. Se tivesse passado a infância e adolescência no centro do Porto seria provavelmente anti-Portista, porque não são as cores ou os clubes que me enervam, é a ignorância e a falta de respeito pelos outros.

 

Não há vermelhices na minha família, a maior parte é (doente) dos verdes e eu sou azul e branca. Por azar, ou para provar que ninguém é perfeito, o homem é um desses lampiões, dos piores. Foi ver o jogo de hoje, claro, para o seu lugar cativo. Pediu-me calmantes, e eu devia ter-lhe dado laxantes, mas até gosto do miúdo. Mas odeio todo o banzé que os hooligans fazem à minha porta, a excursão de parolice atrás do autocarro vermelho quando saiu daqui para o estádio (até uma vaca ia na caravana), toda e cada uma das vuvuzelas que me acordaram duma sesta que podia ter sido perfeita.

 

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Tendo em conta os uivos histéricos e buzinões que oiço na rua, incessantemente, parece que ganharam alguma coisa. Foi encontrada a cura para o cancro? A solução energética limpa e potente? Não, foi um campeonato (já não se chama campeonato, não é? I don't care!). Sairiam estas alminhas à rua para defender os seus direitos, para contestar contra a corrupção ou desastrosos desgovernos? Já vimos nos últimos anos que não. Nem uma ínfima parte destas pessoas, nem com uma ínfima parte do fervor com que apitam as suas tristes buzinas. E isto só me faz abominar ainda mais o "futebol", que é tudo menos o futebol. Não os 90 minutos do jogo, mas esta triste euforia que preenche as vidas vazias de coisas melhores de tanta gente, esta alienação em relação a tudo o resto. A grossa maioria destas pessoas não lê jornais que não os desportivos, não vê debates que não os que versam sobre este mundinho lateral, não gritam por mais nada, não vibram por mais nada. Não têm três tostões furados para ir ao dentista, mas a coisa tv não pode faltar lá em casa, nem as quotas podem ficar por pagar, para sempre, dizem eles enquanto gastam meio depósito do combustível que reclamam que está tão caro para dar voltas às ruas de bandeiras em punho.

 

 

Agora ouvi um tiro ou foguete, não sei. O homem não diz nada, desconheço se vive ou não, mas espero que pelo menos não me faça passar vergonhas. Vou aproveitar para ver mais uns filmes e marcar na lista negra os vizinhos que fazem chinfrim.

 

*"Vender" pavilhões desportivos e estádios por um euro pode dizer-se que é dar, não? 

Tens de sorrir e de estar bem disposta. Tens de saber línguas várias e de andar de saltos altos. Tens de ser magra e firme. Tens de estar na moda. Tens de ter filhos. Tens de ter uma relação estável, mesmo que nenhum dos dois seja feliz. Ou fiel. Tens de ser ambiciosa. Tens de ter um emprego invejável, de poder e importância. Tens de ter os dentes branqueados e bronzeado a jacto ou de solário. Tens de ter a depilação sempre em dia. Tens de sorrir e encarar as dificuldades com prazer. Tens de ter tempo para os teus amigos. Tens de dar o litro a trabalhar, pelo menos 10 horas por dia. Tens de fazer exercício, ir ao ginásio e correr maratonas. Tens de brincar com as crianças e adorar cada minuto. Tens de namorar com o teu marido/companheiro e passar fins de semana românticos em grandes hotéis e fazer os circuitos de spa a dois - e ter dúzias de fotos no instagram e no facebook para o comprovar. Tens de ser uma cozinheira de mão cheia! Tens de ser diplomata e nunca mandar ninguém à merda. Tens de ter o cabelo e as unhas impecáveis, abdicas de uma hora de almoço por semana para isso mesmo. Uma vez por mês vais fazer a manutenção das pestanas falsas. Só usas roupas de marca porque as feiras dos ciganos e a Primark não são dignas da tua presença. Tens uma empregada que te vai dar uma ajudinha com a roupa e as limpezas, mas seguramente é imigrante, ou pelo menos uma saloia que não percebe as tuas indicações. Lês a vogue e vais à moda Lisboa, mas o teu escritor preferido é o Paulo Coelho ou o José Rodrigues dos Santos. Nunca foste a uma manifestação e só votas no centrão porque "não gostas de extremos e no meio é que está a virtude". (Nota-se.) Só a tua mãe e a melhor amiga é que sabem do aborto clandestino que fizeste há 12 anos - e o Cajó, que era o pai. És uma boa samaritana, dás arroz para o Banco Alimentar e esmola ao pedinte cego, aos outros não porque são uns malandros com bom corpo para trabalhar, e "a maior parte vive na rua porque quer". Almoças sumos detox e saladas a partir de Maio para te preparares para a época balnear. Pagas 1500€ por uma semana de férias num T2 na Mantarrota ou em Armação de Pêra, mas não viajas para o estrangeiro porque não és rica! Aos fins de semana levas os putos a passear ao shopping, almoçam no Macdonaldo (eles gostam tanto, e é só de vez em quando!), tu comes uma Happy Meal (porque és frugal e tens cuidado com a linha) e se não houver birras vão ao cinema a seguir. O mês passado compraste uma carteira de verão da Tous com o visa e este mês a dia 5 já estavas nas lonas, mas quando chegar o reembolso do IRS vais renovar o guarda-roupa à Massimo Dutti e os Adidas Stan Smith amarelos não te escapam.

 

 

 

Ambientador ecológico e low cost, e ainda uma maneira de reutilizar uma das maiores maravilhas da natureza no que aos aromas diz respeito, quem quer?


 


Falo de uma solução caseira usando paus de canela, esse ingrediente fantástico existente em qualquer cozinha. Eu sou suspeita para falar, porque a canela é um dos meus aromas e sabores de eleição, mas desde que tive esta brilhante ideia não quero outra coisa.


Perfeito para borrifar na cozinha, sobretudo depois de cozinharmos coisas que deixam um odor persistente no ar, como caril, mas também ideal para ser usado na casa de banho e deixar um cheirinho fresco, ou em qualquer divisão da casa, e mesmo nos armários de sapatos, por exemplo.



 




Como fazer? Colocando em uso a política dos 3 Rs:


- Reduzir o consumo de sprays nocivos para o ambiente, bastando para tal não os comprar! ;-)


- Reutilizar um frasco borrifador (eu uso uns de um produto para o cabelo, mas qualquer um que permita abrir e encher serve, enquanto o borrifador estiver a funcionar).


- Reciclar, dar um novo uso a algo que já foi usado. Neste caso, a paus de canela que já passaram por um gostoso arroz doce, ou um chá, o que seja.


Lavar 2 ou 3 paus de canela em água, esfregar com os dedos se for necessário para retirar eventuais resíduos de comida. Depois, deitá-los no frasco borrifador. Encher com álcool etílico.
Depois é deixar a macerar uns dias, até o álcool ficar amarelo (quanto mais tempo passar, mais intenso ficará o aroma e a cor), e utilizar sempre que quisermos.


Uma óptima variação é acrescentar uns cravinhos da Índia (deixa um cheirinho exótico mesmo bom), mas o melhor mesmo é ir fazendo experiências com outros ingredientes, como cascas de limão ou laranja (só a parte vítrea), sacos usados de chás e infusões daqueles nem aromáticos (menta, baunilha), rodelas de gengibre...

Eu juro que na minha cabeça fervilham dezenas, centenas de posts, e não só. Pululam mil ideias para tudo e mais alguma coisa, planos, contos, viagens, romances, soluções para perguntas ainda por fazer.
O senão é que tudo isto se desenrola em trânsito, durante o período em que faço a bendita (e essencial!) distanciação do trabalho e respectiva aproximação da casa, dos meus, de mim.

 

[É uma seca constatação esta, a de que na verdade só consigo dedicar-me a ser plenamente eu, nos intervalos daquela personagem que desempenho 4+1+4 horas diárias (pelo menos!). Não é que a dita personagem seja distintas de mim, que não é, mas é apenas um bocadinho pequeno do que eu sou, o bocadinho organizado, trabalhador, focado e ambicioso. E este não é, de todo, o ângulo preferido para me ver ao espelho, tão pouco aquele a que quero dar protagonismo, prioridade, o meu prime time.]

 

E é assim que dou por mim a esgotar os poucos cartuchos de energia que (a minha tiróide permite que) tenha, sem conseguir, na maioria das vezes, chegar à execução dos planos, dos posts, das empreitadas.
Onde é que encontro um carregador de espírito anímico por aí? Ou um bom endocrinologista, vá.