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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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Uma coisa que me indigna (também tenho direito, ‘tá?!) é quando se cumprimenta cordialmente alguém, com um corriqueiro – mas essencial – “Bom dia!” ou “Boa tarde!” e não se obtém resposta alguma. Deve ser mau-feitio meu e as pessoas são só duras de ouvido ou distraídas.

 

Já quando isto é prática repetida sem excepções, tira-me realmente do sério!

 

Como para mim é uma questão da mais básica educação, mantenho a minha postura e faço questão de continuar a dizê-lo de forma inequivocamente audível (nas primeiras 15 vezes ainda penso que sou eu que estou a falar baixo demais, o que é normal em mim) a estas pessoas muito concentradas ou atarefadas demais para cumprimentar os outros seres humanos. Nos dias em que estou particularmente atravessada repito, quase aos berros “BOM DIA!!!”. Temo que um dia perca noção de onde estou e dê uma cabeçada a alguém. Hoje ainda não foi o dia… mas quase!

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A Maria Vieira e suas opiniões inusitadas e não menos inflamadas faz-me lembrar certos bloggers. Creio que o problema que os move é o mesmo e um único: carência. Há pessoas que precisam de atenção como de água, têm de ser faladas, notadas, ou no caso de bloggers, visitadas.

Se o seu trabalho não é notório e os conteúdos não têm um interesse avassalador para as massas, então a receita certa é simples: disparatar. Dizer coisas incendiárias, que polarizem opiniões, para logo se gerar celeuma em torno do tema. Os temas, normalmente, são tão fracturantes e absolutamente fulcrais para o planeta como as opiniões pessoais em relação a… sei lá... como exemplos avulso: a amamentação, dietas, alianças políticas, o busto ou os gémeos do Ronaldo. Ou seja, nada que interesse.

Em suma: o discurso do ódio rende. Move apoiantes e opositores prontos a digladiarem-se em praça pública (que é como quem diz, na internet), e entretanto o autor do disparate (ou opinião pessoal) colhe os seus dividendos: protagonismo, visitas, popularidade.

A Maria Vieira (ou lá quem actualiza o seu Facebook) prima por disparar em todas as direcções. O meu remédio para estas febres é, normalmente, aquilo que mais enerva quem busca protagonismo: ignoro em absoluto. Não partilho links, não entro em discussões com trolls cibernéticos (já me bastam os trolls que sou obrigada a aturar ao vivo). É a melhor forma de antagonizar o disparate.

Quanto ao aquecimento global, por ser efectivamente um tema por demais prioritário e que, creiam ou não os trolls, interessa a cada um de nós, deixo este *,.gif que não podia ser mais claro.

Quem descobrir a mentira ganha... um beijinho na testa!

  1. A primeira vez que fui ao dentista tinha mais de 20 anos
  2. Tenho mais de uma dúzia de parafusos no corpo
  3. Já me pediram em casamento mais de 5 vezes
  4. Já tive um blogue linkado nos favoritos do Pipoco Mais Salgado
  5. Tenho uma aversão a botões e a coisas douradas
  6. O álcool e a marijuana não têm qualquer efeito sobre mim
  7. Não sei andar de bicicleta
  8. Detenho um título aristocrata por via da família paterna
  9. Já concorri ao "Quem quer ser milionário"
  10. Tenho um olfacto ultra-sensível e apurado

Há pessoas que são realmente intelectualmente limitadas. Pronto, já disse!

Andei décadas a defender que não, que as pessoas todas têm os seus talentos, por vezes incompreendidos, que a inteligência não é apenas mensurável em testes de raciocínio lógico. Mas tenho de dar a mão à palmatória. Há pessoas que simplesmente não conseguem explorar o potencial intelectual ou criativo que possam ter, ou não o têm de todo. Há pessoas que são burras que dói, pá!
E como cheguei eu a esta brilhante conclusão? Foi por ter acompanhado a presidência do George W. Bush? Foi ouvindo os discursos do Donald Trump, da Sarah Palin, do Passos Coelho? Foi com reflexão sobre os status de Facebook da Maria Vieira? Não. Não foram estes belos exemplos de diarreia mental crónica. Foi com a convivência diária com a minha chefe.

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