No teu corpo de abrigo
Sou inteira
Sem filtro
No desejo de ti todo
Encontro
O que é selvagem
Perdido
Procuro um casulo
Refúgio
Meu lar
Escondido
Nossos peitos abertos
Sofridos
Esmagados e comprimidos
Colados
De par em par
A sede que te tenho
Inebria
Teus beijos
De oásis
Estremecem
As mãos nos quadris
Padecem
Línguas que se abraçam
Dormentes
Peles que se roçam
Brilhantes
O embalo melódico do coito
Gemidos
Nomes que se soltam
Volúpia
Cantam tesão
Teu corpo de abrigo
Contido
Meu porto amigo
Secreto
Final em vibrato
Explosão
Começa-te em mim
De fogo
Alma aberta
Paixão


