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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Um paquete dourado com o sol da manhã rasga o rio como se o lambesse. Ninguém olha o rio e isso dói-me como me dói sempre que há desperdício, sobretudo de poesia, que sabemos que existe sob milhentas formas, até na forma de poemas - que perco cada vez mais. Dói-me a ignorância, dói-me a solidão, sobretudo a injustiça (libriana sou e não há como renegar).
Sempre o tempo, o perdido, o que não volta nunca para trás, cada segundo precioso, se for o último não será desperdiçado. Olha o rio e o mundo a girar.