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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Não tenho paz nas saudades que sinto. O que fazer com os abraços que se amontoam e os beijos que ficam por estrear? Não sei onde guardar de mim os pedaços que são só teus, não tenho cavalo alado que me leve além das estrelas, onde a tua memória não exista.


 


Sinto-me tão impotente como se habitasses uma dimensão diferente da minha. Disseram-me uma vez que a saudade era uma medida do amor. Que quando se gosta mesmo de alguém sente-se saudades, muitas, daquelas que apertam e fazem arder o peito. Disseram-me que é assim que se identifica o amor. Há mais quem corrobore. A saudade é daqueles sentimentos que nem se consegue forçar nem forjar. E muito menos explicar, por muito que se tente. E eu tento, na vã esperança da verbalização ajudar a exorcizar o que te sinto. Como sempre tinha ajudado, até me faltares.


 


Sinto-me pobre, no mais profundo dos sentidos, por não te ter presente, não ver o teu sorriso, não te escutar as ideias, não te afastar a franja da testa. Sinto-me (de novo) a ilha que fui até te conhecer (fomos arquipélago um dia, fomos península duma alma à outra quando de mãos dadas navegámos o vento). Não me sinto incompleta sem ti, só infeliz. Não deixo de ser quem sou sem ti, mas contigo tudo era melhor, e eu também. Há momentos em que sou apenas um fantasma em desespero, ir ou ficar, rir ou chorar, tanto faz. Sem medo de nada, porque já nada importa.


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