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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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A ler o jornal, sobre os efeitos da crise, ponho-me a reflectir. Há coisas que a minha mente se revela tacanha demais para alcançar. O consumismo por impulso, como substituto de necessidades mais profundas da alma, está clinicamente documentado. Mas o consumismo para manter as aparências, o viver acima das possibilidades, parece ser uma realidade instalada no quotidiano nacional, e eu não consigo compreender que valor é visto em certos bens em detrimento de outros. Como pessoas que vão ao supermercado comprar bens essenciais com o dinheiro contado (e insuficiente) dizem que só usam ténis de marca, não percebo. Como há famílias de classe média a subsistir graças aos apoios do Banco Alimentar mas não abdicam de carros de alta cilindrada e telemóveis topo de gama, não percebo. Que doença social é esta que troca as prioridades de pessoas reais (e não estou a falar do jet-set, dos deslumbrados, falo dos vizinhos next-door), que preferem passar necessidades a perder uma pose elitista que os arrasta para um fosso de endividamento?

 

Sinceramente, não percebo. E adorava que me explicassem.

 

 

 

 

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