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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Ela não questiona, só em surdina, porque as questões teimam em ter as mesmas cores das ilusões. E em vez disso, responde que sim, ma non troppo. Prefere chamar-lhes enfatuações, quase uma arqueologia dos sentimentos próprios. Lemos palavras alheias e saltamos-lhes para o dorso, deixamos que nos levem a destinos imaginados e íntimos sem abrir os olhos. E não queremos saber do risco de abri-los e acharmo-nos na escuridão, porque não se trata do que é real. Vamos, porque precisamos de ir. Precisamos de saber sentir uma emoção maior num qualquer vislumbre, para quebrar o vício de nunca mais sentir. Precisamos de provar que até podemos dar mais uma oportunidade às improbabilidades. A isso chamo eu de não ceder aos infames limites do possível, de ter garra de viver. E nós temo-la a pingar de cada poro.


 


 



 

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