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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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Hoje tive orgulho de compatriotas. Vem rareando, este sentimento. No telejornal, 150 miúdos, estudantes do secundário, que gritavam à porta do ministério da educação, reinvindicando melhores condições de aprendizagem, mais funcionários nas escolas. Miúdos, que ainda não são eleitores e que não se calam. Que sabem que têm de ser eles a lutar pelos seus direitos. Os entrevistados, com discurso sério, coerente, puro. Que têm o apoio dos pais e os apoiam também quando eles fizerem greve geral. Miúdos que não encolhem os ombros em frente à playstation. A repórter que não cedeu à tentação populista de passar imagens de miúdos descontrolados que fizeram gazeta às aulas. Muito bem.


Epá, que orgulho! Há alguns anos, eu era aqueles miúdos. Era eu que gritava “nós só queremos uma escola melhor” quando o PM visitou a minha terra. Promessas eleitorais com 20 anos que ainda estavam por cumprir.


A educação em Portugal é hoje má, muito má. Há muitos bons professores, outros tantos nem por isso. Digo sempre que são os meus heróis. São sim senhor. Que a culpa nem é só deles, nem só dos pais, nem só das políticas. A culpa do país que temos é nossa, toda nossa. Hoje, os meus heróis são estes miúdos. Epá, que orgulho de saber que há putos que usam o cérebro e que lutam por aquilo em que acreditam.


 

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