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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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De repente dei conta que estou sozinha no mundo. Completamente sozinha. Num vácuo que nem eco produz dos meus gritos. E gosto de estar sozinha. Porque se depender só de mim não há ninguém que me vá falhar as promessas, não há ninguém que me volte costas ou que me peça explicação das lágrimas. Ninguém vai duvidar do ponto em que a minha sanidade se encontra, ninguém me vai puxar as orelhas se passar dois dias sem comer e, felizmente, ninguém vai ficar mais só depois de eu morrer. Sozinha, sem ar. De olhos nos olhos da noite, à espera que se apresse e me separe das sombras.


 


 



 


 

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