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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

 


A música que toca quando te vejo

O modo como rimos juntos

Doer no peito cada dor tua, mesmo as que me magoam mais a mim

Sentir que conhecer-te foi das maiores dádivas que o Universo me podia ter dado

Rever o teu sorriso nos poemas do Eugénio

Guardar cada abraço como um tesouro

Colocar todos os males do mundo em “pause” quando a tua mão procura a minha

Partilhar aventuras contigo que mais ninguém partilharia

O código do meu cadeado ser a tua data de nascimento

Os lírios, tristes, de cada beijo

A ternura com que te ajeito o cabelo

Dar-te impulsos para voar em vez de te querer prender

Acordar a sorrir porque estavas a meu lado

Desde o dia em que te conheci, seres um “brilhozinho nos olhos”

Ter-te dito, com o mesmo espanto com que o assumi, quando descobri que a Paixão por ti havia marcado a minha existência

Passares a mão na minha anca e dizeres “assim deixas-me maluco”

Sonhar que o inimaginável é possível, contigo

Atirar-me dum avião contigo

Chorar à tua frente, chorar contigo e por ti

Despir-me à tua frente

Ser-te sempre honesta e verdadeira

Equacionar-te para pai dos meus filhos

O inegável carinho

Partilhar a minha escova de dentes contigo

Ter pedido que te dessem a ti a oportunidade que também te pedi

Ser acordada pelo teu desejo

Fazer um test-drive contigo

Ver filmes indianos contigo

Fazer Amor contigo

Falar contigo de tudo, como se fosse só comigo

Dar beijinhos nas tuas feridas para que sarem mais depressa

Massajar-te os pés

Ter escrito sobre ti num dos jornais mais lidos no país

Adorar o teu rabo, as tuas bochechas e as rugas nos cantos dos olhos

Pedir-te, de coração aberto, uma oportunidade de provar o quão felizes podemos ser juntos

Comermos gelados juntos em três continentes diferentes

Dedicar-te uma música na rádio

Fazer uma aposta no euromilhões por ti, e a chave ser premiada

Tu gostas de doces, eu sou doce e chamo-te docinho

Ter sido tomada por tua namorada ou esposa mais que algumas vezes

Gostarmos das mesmas coisas

Termos o mesmo sentido de humor

Apoiares-me em todas as aventuras tresloucadas, e vice-versa

Defender-te quando um amigo tem vontade de te partir a boca para me defender a mim

Terem-nos desejado "a happy married life"

Dares-me à boca a tua comida para eu provar

Ser a primeira pessoa a quem recorres quando precisas dum favor ou dum ombro

Vermos a Via Láctea e estrelas cadentes de mãos dadas, deitados nas dunas

Amar-te incondicionalmente até que o Sol deixe de nascer

 


 


 


Motivos para te esquecer, sei-os de cor. São mais que muitos. Repito-os todos os dias, sempre que o pensamento resvala para ti. Percorro na memória tudo o que me disseste, cada uma das palavras mais cruéis que se pode ouvir. E oiço a voz da razão, da lógica, de cada amigo que me ampara e aconselha. E sei que consigo, nunca duvidei. Não são as forças que me falham, não é a razão, nem a ausência de esperança, que essa vais destruindo até só faltar um último pedacinho.

Culpar-te, por insistires, por não me deixares morrer em paz na tua vida, por me procurares, depois de eu dizer não mil vezes. Culpar-te, por seres assim, surreal, ideal, perturbado, como eu gosto. Maldizer o dia em que ouvi o teu nome e cada um dos mil acasos que te trouxeram a mim. Não adianta e eu sei que não. Hoje, não. Por muito que o amor seja o sentimento mais forte do mundo, por muito que eu desse tudo, tudo, por ti. Não posso convencer-te que me amas. Nem quero.

 

 


 



 


 


Closed off from love 


I didn't need the pain 


Once or twice was enough 


And it was all in vain 


Time starts to pass 


Before you know it you're frozen





Ooooh... 





But something happened 


For the very first time with you 


My heart melted into the ground 


Found something true 


And everyone's looking 'round 


Thinking I'm going crazy 





Chorus:


But I don't care what they say 


I'm in love with you 


They try to pull me away 


But they don't know the truth 


My heart's crippled by the vein 


That I keep on closing 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open 





Oooh, oooh... 





Trying hard not to hear 


But they talk so loud 


Their piercing sounds fill my ears 


Try to fill me with doubt 


Yet I know that their goal 


Is to keep me from falling 





Hey, yeah! 





But nothing's greater 


Than the rush that comes with your embrace 


And in this world of loneliness 


I see your face 


Yet everyone around me 


Thinks that I'm going crazy


Maybe, maybe





Chorus:


But I don't care what they say 


I'm in love with you 


They try to pull me away 


But they don't know the truth 


My heart's crippled by the vein 


That I keep on closing 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open 





And it's draining all of me 


Oh they find it hard to believe 


I'll be wearing these scars 


For everyone to see 





I don't care what they say 


I'm in love with you 


They try to pull me away 


But they don't know the truth 


My heart's crippled by the vein 


That I keep on closing 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open and I 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love


 

Porquê, perguntam-me vezes demais. Porque cedeste se sabias que ia acabar assim? Porque aceitaste ir? Porque te entregaste a instantes de luz intermitente se a escuridão dói mais assim?





"O que é que ele tem de especial que a faz querer tanto e aceitar receber tão pouco?"





Podia dissertar longamente sobre as razões, sobre o que ele significa, sobre o que eu sinto e sobre os muitos momentos que fizeram despertar os "pedaços desfiados de esperança". Culpa dele? Talvez. Who cares?





Disse-lhe uma vez que tinha muitas razões para dizer que não e só uma para dizer sim.





Quem eu sou define-se assim. Fiel ao que penso e, sobretudo, ao que sinto. E basta.


 


 



 


 


Under your spell again

I can't say no to you

Crave my heart and it's bleeding in your hand

I can't say no to you



Shouldn't let you torture me so sweetly

Now I can't let go of this dream

I can't breathe but I feel



Good enough

I feel good enough for you



Drink up sweet decadence

I can't say no to you

And I've completely lost myself and I don't mind

I can't say no to you



Shouldn't let you conquer me completely

Now I can't let go of this dream

Can't believe that I feel



Good enough

I feel good enough

It's been such a long time coming

But I feel good



And I'm still waiting for the rain to fall

Pour real life down on me

'Cause I can't hold on to anything



This good enough

Am I good enough

For you to love me too?



So take care what you ask of me

'Cause I can't say no


 

Ela acredita que foram feitos um para o outro e que essa é a mais incontornável verdade de bolso.


Ele acha que ela o critica e o deseja mudar, não percebeu ainda que ela o aceita e admira por tudo o que ele é.


Ela acha que ele faz finca-pé em ser mártir e que ele utiliza o desgosto como um porto de abrigo. Ele chama-lhe teimosia, raramente amor. Ele sabe que aquele amor já passou e que é só por ser impossível e trancado no pretérito que tem um encantamento romântico. Ela queria puxá-lo para baixo da sua asa e protegê-lo, porque sabe que ele se magoa e que mais ninguém compreende a sua dor. Ela compreende bem a dor dele e detesta compreender. Porque ele não compreende a dimensão da dor dela. Ele acha que o amor é racional, ela sabe que não.


Ele esforça-se por ser um cabrão idiota. Ela inventa-lhe desculpas em vez de se enfurecer. O amor dela é resiliente, não perde cor com o tempo nem com as mágoas. É um amor maior e melhor do que o que ele perdeu. É real, é verdadeiro, e ela acha que isso devia valer pelo menos uma brecha de oportunidade. Ele tem medo, presume ela.


Ele receou e ansiou a proximidade e cedeu. Ela receou e recusou, mas também cedeu. Ele deu, ela deu. Ele tirou. Ela penitencia-se por não ser quem devia, quem ele queria. Chora, não come, mas todos os dias segue de cabeça erguida, sustentada pela armadura holográfica.


Ele pensa que ignorá-la protege ambos e apaga o passado. Ela reforça e lamenta a certeza da sua razão.

Dizia-me alguém um dia da semana passada, por entre as sombras da cidade a anoitecer, que no alcatrão também nascem flores. Não duvidei, como nunca duvido que a força da vida seja maior que tudo e que vença quantas camadas de vis obstáculos se lhes surja.


Não me recuso a florir sob um Sol menos quente, estejam as nuvens alinhadas de modos apetecíveis. Nem me resigno a estagnar e empedernir. As grandes certezas que me sustentaram a vida toda estão a ser substituídas por dúvidas. Os dogmas abalados, um por um. O tom imperativo a ser substituído por reticências. Estou a suavizar-me, e bem precisava, que as cascas ásperas não repelem só os toques indesejáveis e não têm de ser sempre os outros a desbravar terreno por entre o mau feitio para chegar ao núcleo de mim. Estou, devagarinho, a deixar de ter vergonha de ser quem sou, a expôr-me, a deixar cair o pano. Sim, sou ultra-sensível e comovo-me facilmente, tenho feridas que doem quando se lhes põe sal, tenho complexos de sobra, gosto mais de pessoas do que admito, sinto saudades de quem já não está, sou de carne e osso, falível e fraca, talvez venha até a descobrir alguns medos. Nem sempre tenho os pés assentes na terra e sonho acordada com as coisas mais simples, gosto de atenção masculina e de ser mimada.





Obrigada, R., por tentares com tanta convicção tirar-me o resto da casca. E pelo gelado numa noite fria. Por me fazeres sentir que não sou sempre à prova de bala. Mas entende que eu serei sempre eu, nunca quem queres e imagines que seja. Sou diferente de quem imaginas, sou pautada por sentimentos, princípios e convicções maior que a tua e a minha vontade juntas. E da minha vontade já falei. O que será de nós amanhã ninguém sabe. Mas eu sei que o meu lugar não é aí.


Hoje incomoda-me o silêncio. As sinapses nem sempre são profícuas o suficiente nos seus afazeres e sobram uns milhões de neurónios que vão buscar às profundezas das memórias e divagações o que se quer (tanto e há tanto tempo) calar. O tratamento habitual é injectar mais tarefas na "to do list" dos ditos cujos. Hoje não está a resultar.





Tanto tempo, a passar por mim, eu a passar pelo tempo, em bicos de pés, quase a flutuar...





Tão livre, todas as escolhas à disposição, como para um recém-nascido. Como se faz para contrariar aquela vontade, movida a "pedaços desfiados de esperança", de não ir sem ti?





Incomoda-me o silêncio. Vou cantar.

São 5 da manhã. Estou a jantar. Fui fazer uns rissóis de frango com caril e feijão com linguiça. Tenho vontade de lhe enviar um sms e pedir para vir cá ter, ajudar-me a comer aquele feijão todo. Ele não gosta muito de rissóis, mas nunca provou dos meus, que não são fritos.


Acordei pelas 02:30, estava ele a chegar a casa de outro alguém. Talvez tenha pensado em mim e me tenha acordado com a força do pensamento. 

O fim-de-semana chegou mais cedo e com ele as melancolias, contidas há muito por entre pilhas de papéis, reuniões e projectos que tais, soltaram-se de alívios.


Ela abana a cabeça em troça de si mesma, sente uma compulsiva tristeza lacrimejante. Ela sabe que está a afundar e confessa-se toda de fragilidades quando não está ninguém. E ninguém tem estado há já muito tempo.


Ontem recebeu um presente, o primeiro. Embrulhado em flores e um coração vermelho dedicado em exclusividade. Só hoje reparou e em menos de nada afastou a hipótese daquele pequeno saco ter feito muitos quilómetros com um significado. Continha uma atenção, uma saudade delicada. A vida pode nunca passar destas pequenas significâncias, sem maiúsculas e exclamações, e isso apavora-a. Ela nunca almejou a normalidade, estabilidade, robustez. E corre, não sabe se para longe se em direcção duma embriagada complacência.

As palavras, parcas, todas a serem encaminhadas para uma outra empreitada. As forças, insuficientes para o vigor que é exigido, por tudo e todos, em todos os campos. Disponibilidades perto de nulas, mesmo para as pessoas importantes, e isso incomoda(-me). Luta entre prioridades e a impossibilidade de abrir mão dos objectivos, porque ser casmurra e ambiciosa implica querer tudo e ao mesmo tempo. Alguma ansiedade pelo que aí vem, porque há no ar um cheiro de mudanças; porque já pressenti algo assim, e a realidade complicou-se. Porque o que eu queria mesmo mesmo é tão simples que se torna inatingível. A coberta de aço que me protege deixa vulnerabilidades destapadas.

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Continua a faltar qualquer coisa.

Queria vir aqui dizer qualquer coisa mas nem sei bem o quê. Não se passa nada de estimulante na minha vida. Estou em overload, sobrecarregada de trabalho e da outra coisa em que me meti sem saber bem porquê. Mas agora é até ao fim, desistir não é uma hipótese.

 

No coração, saudade, dos amigos e dele. Algo está a mudar, não me perguntem o quê ou porquê. Disse aqui há dias que o amo, há bocado referi-me a ele como "o meu doce, fantástico, lindo, maravilhoso e louco Amor", assim, sem pensar, espontaneamente. Já não tenho medo de dizê-lo, já não me faz confusão. Talvez deva preocupar-me. Será que estou a ser assolapada por uma qualquer banalidade de verão?

 

Aguardo talvez um convite para as férias que hei-de ter daqui a ainda algum tempo (que parece uma breve eternidade). Não devia criar expectativas, mas é inevitável. Se soubessem... 

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Ele não sabe que ela às vezes tem pena dele. Ela tem pena que ninguém lhe dê um beijo de boa noite e que ele deixe metade da cama vazia, à espera. Tem pena que ele não saiba dizer as coisas que lhe diz a ela a mais ninguém, e que mais ninguém as saiba escutar.

 

Ele trata-a nas palmas das mãos como se ela se partisse com um sopro. Ela é forte, feita de rebuçado, densa e ele admira-a. Mas ela derrete quando não deve. Ela é a força dele quando ele fraqueja e esquece que precisa ser mais forte por isso. Ele colocou-a num pedestal fechado para que o ar não a danifique e não se julga merecedor. Mas ele almeja um pedestal etéreo onde ninguém está ou quer estar. Ela detesta pedestais, mas gosta dele.

 

Ele é um Sol que a aquece em noites frias, que a ilumina a cada dia. Ele não suporta tê-la longe, mas acha que é só pela companhia.

 

Ela acha que nunca ninguém soube amá-lo por inteiro, com ternura. Ela pensa que ama mais do que alguém alguma vez amou. Ela queria que ele se deixasse amar e que isso lhes bastasse. Mas sabe que nunca bastaria.

 



One of these days I really am going to make you a surprise. It won't be planned so it's probably doomed to be an absolute disgrace. But maybe, if I’m lucky, I’ll get to amaze you in a good way, maybe you’ll be glad to be surprised and just maybe I’ll get to give you one of ‘those’ smiles. The kind of smile I would like to be the cause for, every day of your life. One of these days I’m going to make you love surprises, my surprises, because I’ll be the one to light up your heart and raise your soul. One of these days you’ll realize that you miss me when I’m away, you’ll be able to call out my name and, if you’re lucky, maybe I’ll come running to your embrace. One of these days you’ll be dreaming of me and when you wake up I’ll be there, holding your hand and kissing you softly. You will finally know I just love who you are and it’s just that simple. You’ll surrender and give up your foolish pretexts; you will look in the mirror and see a happy man looking back at you. I will feed you strawberries for Sunday breakfast and take photos of us under the sun and the moon, and over the clouds.


One of these days we are going to be in love!