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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Lembrei-me de quando te ensinei a contar. Ou comecei a ensinar. Chegámos ao seis ou sete, não? Eram tentativas de alcançar o 658 mil e qualquer coisa, se bem me lembro.





Prometeste-me beijos, não cumpriste o suficiente. Um... Dois... ...





"Achas que se pedirmos muitas vezes o mesmo desejo às estrelas cadentes aumentam as probabilidades dele se realizar?"






 


Eu peço sempre o mesmo, desde que te conheci, pelo menos. Na noite em que comecei a ensinar-te a contar devo tê-lo pedido umas 7 vezes. Sete, my lucky number. Um por cada uma das estrelas cadentes, ao som do nada, ao som apenas das nossas vozes, das nossas respirações. Ao som do vento.


 


Nunca desejei tanto coisa nenhuma. Preferia este desejo realizado a meia dúzia de primeiros prémios no euromilhões, a poderes mágicos ou aptidões extra-sensoriais. Nunca desejei tanto. Nunca me senti tão rendida e presa a um sentimento que mais parece calamidade, condenação a prisão perpétua. Nunca fugi com tanta obstinação, querendo fugir na direcção oposta. Também nunca antes tinha amado assim, antes não havias tu e não vou repetir-me os porquês e os talvez.





Evito falar-te, ver-te e pensar-te. Ambos sabemos que não adianta um milímetro. Se consigo abafar a maior parte das recordações, continuo a não conseguir escapar às imagens dos abraços que me são devidos pelo destino ou pela justiça. Quase como premonições, vejo-te a procurares o meu calor para enterrar o sorriso frio, sinto os beijos que ficaram por dar, vejo a tua felicidade reflectida nos meus olhos. Tão reais, estes sonhos acordados, com os teus sons e cheiros, sem fantasmas nem medo.





Talvez esteja só a ficar demente. Mas ainda peço às estrelas o mesmo desejo, sempre o mesmo. Às estrelas, à lua, ao mar e ao vento, só ainda não pedi a deus nem aos santinhos, para não darem ainda mais azar. Perturba-me a realidade em que este desejo não tem lugar, mas ainda me perturba mais que não consiga deixar de pedi-lo e não peça antes alguma paz. Tu e eu, não fomos feitos para estar a flutuar numa paz sem sentido. Fomos feitos para conquistar (o mundo?), para voar, juntos.


 


Até quantos sabes contar?





Devias ser tudo o que não és.


Desejei-te de mil outras maneiras.


Rejeitei-te sem antes te ter considerado possível.


Agora decidi-te.


Não preciso de mais do que sou.


Serei o teu tudo.


Deves ser tu que me andas a consumir todas as lágrimas que se recusam sair.


Não sei se tudo acontece por um motivo.


Podes bem ser o meu motivo para aqui ter chegado.


Sozinha, mas de pé.


Agora, seremos amados.


Eu por ti e tu por mim.



Gosto de gelados no inverno e de chás quentes no verão. Gosto de fazer rabo-de-cavalo e totós. Gosto de dar beijinhos. Gosto de usar lenços ao pescoço. Gosto de fotografias a preto-e-branco. Gosto do Algarve quando chove e da Serra da Estrela sob um Sol abrasador. Gosto de aventuras grandes e pequenas. Gosto de pessoas genuínas e transparentes. Gosto de surpresas. Gosto de negro total. Gosto de aprender e de ensinar. Gosto de botas e de sapatos de plástico. Gosto de rugas de riso nos cantos dos olhos. Gosto de pão mal cozido e nada estaladiço. Gosto de velocidade. Gosto de nuvens densas e chuvadas de granizo. Gosto de açúcar amarelo e edulcorantes artificiais. Gosto de cicatrizes. Gosto de aguardente e de nescafé, de leite magro e iogurtes naturais. Gosto de ruas escuras e estreitas. Gosto do mar sem ondas nenhumas. Gosto de alturas. Gosto do som do violão e da gaita-de-foles. Gosto de comer chocolate de culinária. Gosto de cabelos brancos e grisalhos. Gosto de andar descalça e de peúgas grossas. Gosto da Lua e do céu estrelado. Gosto de tactear texturas. Gosto de ter as unhas muito curtas e sem cor. Gosto de limpar e arrumar. Gosto de estar completamente perdida no meio de nenhures. Gosto de arte surrealista. Gosto de me esconder atrás dos óculos escuros. Gosto de extremos. Gosto de ouvir pessoas a rir. Gosto de sal e de picante. Gosto de lápis macios e escuros e papel liso. Gosto de peles mulatas e de olhos em bico. Gosto de roupa interior preta e básica. Gosto de malmequeres brancos e desalinhados, de lírios e de túlipas. Gosto de passear de mão dada e de abraços. Gosto de cheirar a frutas e gomas. Gosto de ver filmes de terror e romances de fazer chorar. Gosto de miminhos na alma.


 


Muitas ideias para quando eu fizer anos e está quase, quase!




                                                                                                                          


How can I think I'm standing strong,


Yet feel the air beneath my feet?

How can happiness feel so wrong?

How can misery feel so sweet?

How can you let me watch you sleep,

Then break my dreams the way you do?

How can I have got in so deep?

Why did I fall in love with you?



[CHORUS:]

This is the closest thing to crazy I have ever been

Feeling twenty-two, acting seventeen,

This is the nearest thing to crazy I have ever known,

I was never crazy on my own...

And now I know that there's a link between the two,

Being close to craziness and being close to you.



How can you make me fall apart

Then break my fall with loving lies?

It's so easy to break a heart;

It's so easy to close your eyes.

How can you treat me like a child

Yet like a child I yearn for you?

How can anyone feel so wild?

How can anyone feel so blue?



[CHORUS]

This is the closest thing to crazy I have ever been

Feeling twenty-two, acting seventeen,

This is the nearest thing to crazy I have ever known,

I was never crazy on my own...

And now I know that there's a link between the two,

Being close to craziness and being close to you.

Chegou! E apetece-me cantar isto:


 


 



Finding someone that cares for you

And I

I dress my songs because I care for you

cause I

I'll take my time driving you slow

driving out cause I care for you

but then

someone loves you but I don't care for you

cause I...

I will get my life,

because I will be your life

oh no

And there were so many times that I cared for you

but then

I found that girl that could smile for you

And I start to be something

and I

I don't care 

Why should I care?

I will get my love

Because I will be your love


(...)

Há dias em que acordo triste. Esgueiro-me aos pensamentos que sei que ardem, por entre rotinas e obrigações. E noutros dias, em que acordo ainda mais triste, falham-me as vontades, permito o alívio duma ou outra lágrima mais longa, por baixo dos óculos de sol, no meio de tanta gente, ninguém vê, nem ninguém se importaria se visse. É a tristeza assim concentrada, que liberto quando a pressão quer fazer rebentar o peito, que me vai permitindo alguma sanidade, mesmo um ocasional e pouco motivado sorriso. Ainda bem que aprendi a chorar.

 



One of these days I really am going to make you a surprise. It won't be planned so it's probably doomed to be an absolute disgrace. But maybe, if I’m lucky, I’ll get to amaze you in a good way, maybe you’ll be glad to be surprised and just maybe I’ll get to give you one of ‘those’ smiles. The kind of smile I would like to be the cause for, every day of your life. One of these days I’m going to make you love surprises, my surprises, because I’ll be the one to light up your heart and raise your soul. One of these days you’ll realize that you miss me when I’m away, you’ll be able to call out my name and, if you’re lucky, maybe I’ll come running to your embrace. One of these days you’ll be dreaming of me and when you wake up I’ll be there, holding your hand and kissing you softly. You will finally know I just love who you are and it’s just that simple. You’ll surrender and give up your foolish pretexts; you will look in the mirror and see a happy man looking back at you. I will feed you strawberries for Sunday breakfast and take photos of us under the sun and the moon, and over the clouds.


One of these days we are going to be in love!





 


 

21-02-2009


 


"(...)


 


P.S. Independentemente de teres tido um comportamento absolutamente idiota desde o dia em que acabaste comigo, quero que saibas que não te guardo qualquer rancor. Nem sequer por todas as mentiras. Já não és importante o suficiente para não te perdoar. Desejo-te muito sinceramente que encontres a felicidade, que chegues a ser uma pessoa plena e de bem com a vida. Eu estou bem, fiquei mal na altura, como deves calcular, mas superei as dores e até percebi rapidamente que as coisas entre nós nunca poderiam resultar sem que alguém ficasse aquém dos seus objectivos na vida. Somos demasiado diferentes em demasiados aspectos. Tiveste uma lucidez maior que a minha, ou talvez a minha teimosia tivesse sido maior. Percebi que o enorme sentimento que tive por ti talvez não tivesse sido por TI, mas pela situação gerada. Talvez me tenha apaixonado pelas hipóteses, pela paixão que tiveste por mim, pelos muitos inegáveis fantásticos momentos que vivemos. É difícil definir sentimentos e chamar nomes às coisas. Se o tempo tivesse parado, provavelmente continuaria a chamar-lhe amor. Não sei… Mas quero que tenhas presente que nunca tive noção da diferença enquanto estive contigo; cada beijo, cada palavra, foi tudo verdadeiro e sentido, de coração puro. Fui tua, só tua, do primeiro ao último dia dos quase 5 anos que partilhámos.


A percepção da diferença veio depois, inesperadamente. A magnitude dos sentimentos (ainda que também a estes não os consiga definir) abateu-se sobre mim, acho que também sabes com quem. E não sem uma generosa dose de espanto, de incredulidade. Só prova que afinal conhecias-me profundamente. Independentemente do que possas ter pensado, foram sucessões de acasos que em ocasião alguma visaram atingir-te ou magoar-te, nada foi planeado ou sequer previsível. Foste tu que de repente me excluíste da tua vida, não deveria existir lugar a mágoas, certo? Se porventura ficaste magoado, só posso dizer que lamento. E sim, tinhas razão, ele é perfeito para mim. Fizemos uma viagem onde podia caber uma vida inteira, uma vida passada, em que tudo mudou para sempre. Em que eu mudei, cresci, aprendi tanto. Hoje sou uma pessoa tão diferente de quem conheceste… Tão mais consciente. E tão mais EU.


 


Espero que estejas bem e que saibas que, apesar dos pesares, se alguma vez precisares de mim para o que quer que seja, não te vou negar a amizade, a que dizias querer manter mas cuja hipótese te apavorou. (Sim, já sei que vais negar. Eu também te conheço bem.) Não condeno; É difícil gerir sentimentos, sobretudo quando se age contra a sua natureza.


 


Ia escrever-te uma mensagem sucinta e que acabou por ser uma declaração de (bons) sentimentos. Algumas coisas nunca mudam. :)


 


Fica bem. Um abraço,"


 


ipsis verbis... Feliz Aniversário!


 

Eu sei que dói... Não posso dizer que sei como sofres, não sei. Só sei como eu sofro. E dói. Não queria que tivesse acontecido assim, a minha mágoa réplica da tua, o meu vazio eco do teu. Torna tudo mais difícil. Não podemos reescrever o que já foi. Mas podemos encarar os dias que se seguem com sorrisos e confianças. Sabes que as forças não me faltam, descubro sempre um recanto onde as encontro luminosas. É uma luz que está cá dentro, que procura a tua, que a acha mesmo se a escondes. Aperta a minha mão, não te vou largar...

 


 


Creio que foi o sorriso, 


o sorriso foi quem abriu a porta. 

Era um sorriso com muita luz 

lá dentro, apetecia 

entrar nele, tirar a roupa, ficar 

nu dentro daquele sorriso. 

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
                 


 


 


I miss your smile...

I miss your light...


             I miss you...


 


 

Hoje vai ser um dia de reencontros. Curioso como o acaso os reuniu no mesmo canto do continuum espacio-temporal.


Hoje é dia de retornar a um ponto de onde há muito parti, cheia de pontos de interrogação nos bolsos e vontade de entrar por novas portas. Entrei, era um labirinto, mas não desisti, como nunca desisto de nada do que quero. De volta a este ponto, vejo luz difusa, porém, Luz. Não é escuro o meu futuro, porque jamais o permitirei. Incerto, sim, que bom!


Hoje é também dia de voltar ao local onde o meu coração disparou com um sorriso, à velocidade da luz, e comecei a temer uma profecia antiga, aparentemente irracional. Já mencionei que o perdi, ao coração? A quem o possa encontrar por aí, deixai-o estar, que as mazelas fora do peito talvez doam menos, em falsete. Deixei de preferir a dor aos analgésicos (emocionais, entenda-se)… Sabemos todos que as pessoas não servem para penso-rápido e orgulho-me de ter conseguido resistir a essa apelativa tentação. Melhor assim, menos baixas a registar.


Pensando bem, adensa-se a coincidência… Não era por ali que se encontravam aqueles estranhos personagens, entre insinuações e reticências?


Uns passos à frente, reencontro ainda a esquina em que te senti pela última vez. Estava(s) frio. Hoje, um raio de sol mesmo que chova. Daqui, ainda… tudo.


And last, but surely not least, um reencontro há tanto tempo desejado… Com uma pessoa tão, mas tão importante por estes anos fora. Repito-me: a distância só ilude os olhos. Que bom ter-te de volta, ouvir-te e tornar a pegar em tantas cumplicidades como pegas nas minhas mãos, com ânsias de intimidades revisitadas. Como se nunca tivesses partido.


Hoje vai ser um dia de reencontros.

Hoje atrevi-me a revisitar aquele céu dramático, pautado de guarda-rios, onde o paraíso estava tão perto. Ouvi o som das doces águas, da tua voz, o cheiro dos lírios entranhou-se na minha alma. Por um momento, um bater de asas duma efémera, o tempo parou e a realidade ausentou-se de mim. Sopraste-me um beijo… e tornei a ser feliz.


Quem te deu esse direito, de pôr e dispor do brilho dos meus olhos com o abrir dum sorriso? Quem deixou a porta do infinito aberta para que invadisses o meu mundo com um mero vislumbre de ti? Irónico o modo do Universo esbofetear quem se atreve a duvidar, quem insiste em encurtar as rédeas das emoções.





 


Quem dance comigo no meio da rua.


Quem me beije à chuva.


Quem adivinhe quando preciso dum abraço.


Quem não precise de perguntar porquê.


Quem tenha orgulho em andar de mão dada comigo.


Quem me faça rir.


Quem escute realmente o que digo.


Quem não hesite em voar comigo sem destino.


Quem me faça sentir única e especial.


Quem não me sufoque senão com ternura.


Quem não me traga de volta à realidade quando sonho.


Quem me deseje.


Quem me diga sempre e só e toda a verdade.


Quem me aqueça quando tenho frio.


Quem me faça acreditar.








ou talvez não procure, porque encontrei quando menos procurava.