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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

 


 


Creio que foi o sorriso, 


o sorriso foi quem abriu a porta. 

Era um sorriso com muita luz 

lá dentro, apetecia 

entrar nele, tirar a roupa, ficar 

nu dentro daquele sorriso. 

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
                 


 


 


I miss your smile...

I miss your light...


             I miss you...


 


 

Já chega de me queixar de tudo nos últimos tempos (não, não é só TPM deslocada). Queixo-me do calor lá dentro, do frio e da chuva lá fora, queixo-me do emprego que ainda não mudou e das ofertas de novos empregos, queixo-me se durmo demais ou se não consigo dormir, queixo-me de ter tanto que fazer e de não conseguir fazer nada, queixo-me se ele não liga e das conversas que tem quando liga, queixo-me de estar aqui e do mau jeito que dá sair agora…


Por favor, mandem-me calar! Já nem eu me posso ouvir! Eu não sou assim… Não sei o que me aconteceu, mas tenho saudades de mim e quero-me de volta!


Having said this so many times, I didn't got to say it once more:




"Take A Chance On Me"




If you change your mind, I'm the first in line

Honey I'm still free

Take a chance on me

If you need me, let me know, gonna be around

If you've got no place to go, if you're feeling down

If you're all alone when the pretty birds have flown

Honey I'm still free

Take a chance on me

Gonna do my very best and it ain't no lie

If you put me to the test, if you let me try



Take a chance on me

(That's all I ask of you honey)

Take a chance on me



We can go dancing, we can go walking, as long as we're together

Listen to some music, maybe just talking, get to know you better

'Cos you know I've got

So much that I wanna do, when I dream I'm alone with you

It's magic

You want me to leave it there, afraid of a love affair

But I think you know

That I can't let go



If you change your mind, I'm the first in line

Honey I'm still free

Take a chance on me

If you need me, let me know, gonna be around

If you've got no place to go, if you're feeling down

If you're all alone when the pretty birds have flown

Honey I'm still free

Take a chance on me

Gonna do my very best and it ain't no lie

If you put me to the test, if you let me try



Take a chance on me

(Come on, give me a break will you?)

Take a chance on me

Oh you can take your time baby, I'm in no hurry, know I'm gonna get you


You don't wanna hurt me, baby don't worry, I ain't gonna let you

Let me tell you now

My love is strong enough to last when things are rough

It's magic


You say that I waste my time but I can't get you off my mind

No I can't let go

'Cos I love you so



If you change your mind, I'm the first in line

Honey I'm still free

Take a chance on me

If you need me, let me know, gonna be around

If you've got no place to go, if you're feeling down

If you're all alone when the pretty birds have flown

Honey I'm still free

Take a chance on me

Gonna do my very best, baby can't you see

Gotta put me to the test, take a chance on me

(Take a chance, take a chance, take a chance on me)



Ba ba ba ba baa, ba ba ba ba baa

Honey I'm still free

Take a chance on me

Gonna do my very best, baby can't you see

Gotta put me to the test, take a chance on me

(Take a chance, take a chance, take a chance on me)



Ba ba ba ba baa, ba ba ba ba baa ba-ba

Honey I'm still free

Take a chance on me





 




 


And that’s how the story goes:


 


"The Winner Takes it All"


 


I don't wanna talk


About the things we've gone through

Though it's hurting me

Now it's history

I've played all my cards

And that's what you've done too

Nothing more to say

No more ace to play




The winner takes it all

The loser standing small

Beside the victory

That's her destiny



I was in your arms

Thinking I belonged there

I figured it made sense

Building me a fence

Building me a home

Thinking I'd be strong there

But I was a fool

Playing by the rules




The gods may throw a dice

Their minds as cold as ice

And someone way down here

Loses someone dear

The winner takes it all

The loser has to fall

It's simple and it's plain

Why should I complain.



But tell me does she kiss

Like I used to kiss you? 

Does it feel the same

When she calls your name? 


Somewhere deep inside

You must know I miss you


But what can I say

Rules must be obeyed



The judges will decide

The likes of me abide

Spectators of the show

Always staying low

The game is on again

A lover or a friend

A big thing or a small

The winner takes it all



I don't wanna talk

If it makes you feel sad

And I understand

You've come to shake my hand

I apologize

If it makes you feel bad

Seeing me so tense

No self-confidence

But you see

The winner takes it all

The winner takes it all...


 


 


 


P.S. Infelizmente, eu tenho sempre razão e o meu instinto nunca me engana...

 



Não é fácil, não pensar em você


Não é fácil, é estranho

Não te contar meus planos, não te encontrar

Todo o dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo

é, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado

Na verdade, eu preciso aprender

Não é fácil, não é fácil



Onde você anda, onde está você?

Toda a vez que eu saio me preparo para talvez te ver

Na verdade eu preciso esquecer

Não é fácil, não é fácil



Todo o dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo

é, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado

o que eu faço? O que eu posso fazer?

Não é fácil, não é fácil



Se você quisesse ia ser tão legal

Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal

Na verdade não consigo esquecer

Não é fácil, é estranho

Procuro o sentimento que quero destilar, para o entender, acatá-lo com respeito ou lutar contra ele, conforme as curvas da razão me ditem ou permita a voz do outro, do malfadado coração. Abro gavetas, entorno frascos escondidos nas poeirentas prateleiras da memória. Encontro instantes há muito calados, novelos de teias enredadas em mim, mas não te acho a ti. Não sei dar-te nome, idiota sentimento que persiste, como uma sombra… Sempre presente, sem grande definição, sem contornos. Ainda que sob o Sol do meio-dia, sei-te aí à espreita, dona de mim. Não te odeio nem desejo libertar-me. Gosto de ti. E sabes que o grande busílis é esse. Apesar de não quereres, de ninguém querer (alegra-te saber que ninguém quer?), só eu, gosto de ti. E mais não consigo dizer. Não é inédita a Paixão, essa tonta que me agarra pela cintura e me leva pela mão até ao fim do mundo. Essa também por cá anda, paixão por ti, paixão por ele também (é verdade, dei por mim a palpitar de emoções por ele, disse-te?). Mas não anda só, a Paixão. Vem carregada e espessa, essa assombrosa sombra, de sentimento sem nome e que obriguei a calar, que talvez seja apenas uma estrondosa certeza de saber que és ideal para mim, como eu para ti, e que juntos fomos um só. Fomos, naquela outra existência que desapareceria, não fossem as evidências fotográficas a que nos escusamos. Não tenho como negar; quero-te bem. E mais do que a ti, quero-me bem a mim. E bem, fico eu quando te tenho enlaçado em mim. Eu, sou Eu quando me beijas e ris e cantas e o nosso olhar se encanta de estrelas e de Lua. Como já disse: Gosto de Ti.

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Em 2009 quero quase tudo novo 





Uma casa nova 


Um emprego novo


Um 2º emprego novo


Um namorado novo 


Um grau académico novo


Um Vários carimbos novos no passaporte


Saúde renovada para quem dela precisa


Os Amigos de sempre





(sem nenhuma ordem de prioridades ou cronológica)


 


Prometo que vou anunciando aqui à medida que for acontecendo, ou pelo menos deixando mensagens subliminares (nhahahaaaaaaaaaaah!).


 


    FELIZ ANO NOVO    


 


 




 

O meu ano correu francamente mal... Como se costuma dizer, quanto mais se sobe maior é a queda. Como boa cientista que sou, nada melhor que o belo do gráfico para ilustrar a situação (escalas e unidades omitidas por se tratar de parâmetros absolutamente subjectivos).






Pelo lado positivo, porque há SEMPRE um lado positivo... a tendência é de subida, só pode ser!


Aqui fica a previsão optimista e pouco realista para 2009:



 


 


 

Hoje fiz limpezas de memória. Das memórias electrónicas de registos que noutra altura me pareceram dignos de recordação e, de caminho, limpei também o disco rígido craniano. Aproveitei para revisitar momentos, dar-lhes um último aceno de despedida. Reparei no quão mimada me tornei. (Mal) habituada a beijos matinais temperados com palavras melosas, a mimos salpicados erraticamente pelos dias. Foram dias felizes, quase todos. Não importa se um dia acabou sem nexo, importa que foi verdade até esse dia. Foi amor, foi paixão também. Era um rio de leito morno e terno, cada abraço transbordava doçura, aquela saudade que doía no peito… E nele naveguei erraticamente, deliciada, feliz. Talvez não tanto pela pessoa que me olhava como pela reciprocidade do olhar.


Recordei com carinho, nostalgia até. Encontrei um recanto de mim que anseia pelo reencontro de dois sorrisos de mãos dadas, sussurros ternos à luz da lua. Romântica, idealista, talvez apenas carente. E sim, penso em ti, que eu (até) gosto de ti.


Talvez seja este o sentimento que hoje não sei assumir: É bom ter um abraço para onde rumar, é bom beijar e ser beijada, é confortante (porém, insuficiente) a companhia, antídoto ideal quando a solidão se torna oca e faz ecoar o silêncio da tua própria vida.


Diz-me, se souberes, se é isto que procuras aqui. Se não souberes vai descobrir e regressa depois, que doutro modo terei que te explicar porque não posso voltar a ser uma construção holográfica de mim própria em enredo de conto de fadas (e convenhamos que assim se perde metade do encanto, materializando em verbos as verdades). Por principesco que sejas, e suspeito que o és, eu sou apenas eu, sem aspirações a ser princesa. Sou quem sou, nada fácil, por sinal (assim reza a lenda); trago comigo bagagem, mágoas e cicatrizes, memórias das que não se consegue apagar; trago comigo descobertas que puseram todo um fantástico mundo a nú e trataram de enxotá-lo para outra galáxia. Pior, trago horizontes amplos, distantes, ambições; Trago certezas do que quero e forças para lutar.


Come what may… Diz ao que vens e o que pretendes de mim. Não te atrevas reclamar passados e futuros, tampouco a alma que deixei escapar-se por aí. Mas serás bem-vindo se vieres por bem. Ousas passar esta porta, sem mapa nem bússola, sem rede de segurança, no turning back?

Eu às vezes consigo ser muito dramática. Hoje, ao ler à distância de alguns dias um e-mail para um Amigo (daqueles em frente a quem se podem desenrolar quilómetros de entranhas sem pudor), tive de rir à gargalhada.  Para não chorar ou porque as múltiplas e sucessivas tragicomédias da minha vida me ensinaram a tudo relativizar. Fica o excerto:





"(...) o coração como se tivesse sido atropelado por 7 camiões indianos, comido e cagado por uma vaca e novamente atropelado (depois da bosta já estar seca), tendo ficado espalmado, altura em que foi mastigado por outra vaca e regurgitado para o Ganges. Something like that."


 


COISAS de um pouco a altamente IMPROVÁVEIS NOS ÚLTIMOS 7 MESES:


(não necessariamente por esta ordem, porque baralhei tudo de propósito)


 



  •   gastei uma porrada de dinheiro, mas não posso dizer em quê que ainda há uma surpresa…

  • apresentei-me a alguém que me tinham dito que ia gostar de conhecer

  • fiz um branqueamento dentário

  • fui apalpada por 2 ou 3 mulheres (e detestei, mas esta parte seria de esperar)

  • desapaixonei-me

  • pensei que nunca mais ia ser feliz

  • pensei que nunca tinha sido tão feliz

  • pensei, finalmente, que nunca deveria ser menos feliz

  • estive na fronteira de 2 potências nucleares em tensão

  • dormi nua sob uma ventoinha

  • vi caírem por terra quase todos os sonhos e planos

  • sonhei muito mais alto, fiz novos e mais arrojados planos

  • fiz uma directa a dançar na discoteca (e fui trabalhar a seguir)

  • dei por mim a dar razão ao Paulo Portas mais do que uma vez (!!!)

  • descobri que ainda existe um príncipe encantado

  • viajei para outro continente com um quase-estranho

  • chorei sozinha no comboio

  • chorei antecipando uma dor que foi esmagadoramente maior do que tinha suposto

  • fui acordada com beijos

  • senti-me dividida, por saudáveis instantes apenas

  • comecei (ainda estou a fazer) a depilação definitiva

  • realizei um sonho antigo

  • recebi e-mails de ‘bom dia’ com cheiro a gomas

  • vesti uma t-shirt doutra pessoa

  • disse (entredentes) um palavrão num momento de revolta extrema (EXTREMA!)

  • perdi um dos 2 cabelos brancos que tinha (rejuvenesci!)

  • tomei banho de ‘pucarinho’

  • chorei ao telefone com mais do que uma pessoa

  • disseram-me que EU não sou nada complexada (ahahahah)

  • descobri mentiras de todos os tamanhos, daquela pessoa que não podia ter mentido

  • tomei medicação 'esquisita'

  • decidi fazer uma coisa que achava que nunca ia fazer (mais uma surpresa)

  • achei que era presunção pensar que ele gostava de mim

  • disse a outro que gostava dele…

  • dormi vestida em comboios

  • telefonaram-me para me tocarem piano

  • vi uma leprosa

  • comecei a sentir o que é ter 20 anos quando se tem mais alguns

  • disse "amo-te" algumas vezes e disseram-me "amo-te" algumas vezes

  • enviei 2 segredos para o shiuuuu

  • partilhei o sono enroscada em alguém

  • temi pela vida e saúde de amigos

  • dormi numa barcaça, num mundo perfeito

  • decidi mudar de emprego

  • vi um corpo a flutuar no rio

  • falhei um evento importante para alguém de quem gosto por medo de desabar

  • retomei o prazer de escrever no e para o blogue

  • apaixonei-me

  • tirei mais de 4000 fotografias

  • fiquei ‘solteira’ de novo

  • dedicaram-me músicas tocadas ao vivo J


 


 

Sempre gostei muito da música da Alanis Morrissete, da cadência não óbvia com que canta letras com as quais me identifico tantas vezes. Gosto da quase sobre-exposição de peito aberto, das suas verdades atiradas em velocidade.


Fica aqui uma das mais recentes, Torch, do álbum "Flavors of Entanglement":





 



 


I miss your smell and your style 

And your pure abiding way 

Miss your approach to life 

And your body in my bed 

Miss your take on anything 

And the music you would play 

Miss cracking up and wrestling 

Our debriefs at end of day
 



These are the things that I miss 

These are not times for the weak of heart 

These are the days of raw despondence 


And I never dreamed I would 

have to lay down my torch for 

you like this 




I miss your neck and your gait 

And your sharing what you write 

Miss you walking through the front door 


Documentaries in your hand 

Miss traveling our traveling 


And your fun and charming friends 

Miss our Big Sur getaways 

And to watch you love my dogs
 



These are the things that I miss 

These are not times for the weak of heart 

These are the days of raw despondence 

And I never dreamed I would 

have to lay down my torch for 

you like this 



One step one prayer 

I soldier on 

Simulating moving on 




I miss your warmth and the thought 

Of us bringing up our kids 

And the part of you that walks with 

your stick-tied handkerchief 



These are the things that I miss 

These are not times for the weak of heart 

These are the days of raw despondence 

And I never dreamed I would 

have to lay down my torch for 

you like this
 


 


Ver-te ao longe, como se me tivessem oferecido um presente envenenado. A não-reacção, os pés paralisados e a cabeça desligada do resto do mundo; o não poder gritar e fugir para a outra realidade, a alternativa que criei, onde tu não tens lugar, onde não conheço o sabor dos teus beijos, o teu cheiro, onde não oiço os teus pensamentos a ecoar, estridentes, na minha cabeça. Nessa realidade não dói saber que não sou eu que te faço sorrir, não há lugar para memórias tristes, não há a secreta vontade que me vejas também, a sorrir para o meu par, que sorri de volta e me fecha na palma da mão o sorriso terno e tolo dos apaixonados.


Por que caminhos caminhei, que não consigo encontrar o caminho de volta? Descurei a precaução, e o coração fugiu a galope para longe das minhas rédeas... Não posso desejar que nunca tivesse acontecido, não me arrependo, porque foi - sabes bem – genuíno, em cada momento. Mas desejo, e como desejo!, voltar a ser quem Eu era antes de ter baixado as armas e ter deixado entrar a tua luz. O tempo incomoda e pica e arranha, como uma camisola de lã que não se consegue nunca despir, o querer retroceder e não encontrar a mudança, o saber que nunca o que foi tornará a ser e, também, que todos os blocos de gelo derretem. Está na hora de voltar a página e celebrar o amanhã. 

Um dos meus poemas favoritos de um dos meus autores favoritos, que hoje faço meu, porque meu poderia ser. Hoje regressei a um sítio que não visitava há longos meses e não chorei. Sorri. Terá sido ontem ou há mil vidas atrás?

 

 

 

 

 

ADEUS - Eugénio de Andrade

 

 

 

 

 

 

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 



 

 

e o que nos ficou não chega 

para afastar o frio de quatro paredes. 

Gastámos tudo menos o silêncio. 

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, 

gastámos as mão à força de as apertarmos, 

gastámos o relógio e as pedras das esquinas 

em esperas inúteis.

 

Meto as mãos nas algibeiras 

e não encontro nada. 

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro! 

Era como se todas as coisas fossem minhas: 

quanto mais te dava mais tinha para te dar.

 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes! 

e eu acreditava. 

Acreditava, 

porque ao teu lado 

todas as coisas eram possíveis. 

Mas isso era no tempo dos segredos, 

no tempo em que o teu corpo era um aquário, 

no tempo em que os meus olhos 

eram peixes verdes. 

Hoje são apenas os meus olhos. 

É pouco, mas é verdade, 

uns olhos como todos os outros.

 

Já gastámos as palavras. 

Quando agora digo: meu amor..., 

já se não passa absolutamente nada. 

E no entanto, antes das palavras gastas, 

tenho a certeza 

de que todas as coisas estremeciam 

só de murmurar o teu nome 

no silêncio do meu coração. 

Não temos já nada para dar. 

Dentro de ti 

não há nada que me peça água. 

O passado é inútil como um trapo. 

E já te disse: as palavras estão gastas.

 

Adeus