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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem
A minha brisa trabalha, freneticamente, do outro lado do rio. Quase ouço o som dos dedos nas teclas, ou a coçar o queixo enquanto acena com a cabeça, balbuciando códigos de linguagens paralelas. Conheço-lhe os sons, os cheiros, os jeitos. Detenho-me neste pensamento e dou por mim a sorrir com a imagem daquele outro sorriso, tão lindo, hoje em tons de azul e prata.

As águas do rio que nos separa e nos une estão hoje serenas e convidativas... Mergulho. Mas só em espírito, porque toda a gente sabe que as ventanias e as águas serenas nao se dão bem. São complementares, mas os elementos muito distintos, de limites vincados com forças físicas e leis químicas. De boleia na corrente, lembrando a lontra que não vi (Guadiana abaixo, ou seria acima?), aprecio as paisagens que correm de ambos os lados, enquanto me aproximo do desejado (tão, tão desejado) destino. Pudessem estas correntes de ar encontrar-se a meio caminho, sempre que o pensamento se pudesse materializar, à velocidade da luz... O rio borbulharia constantemente, espuma incessante a envolver cacilheiros e velejadores, gaivotas e taínhas.

AI, vontade de estar noutro sítio, a contemplar um brilho nos olhos que se sabe ser da nossa autoria...

AI. Saudades, que tinha mesmo antes de conhecer-te e paixão que floriu a duas dimensões.

AI. Amor.





O vento anda, corre e voa!

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