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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Odeio clichés, mas efectivamente não me ocorre forma mais assertiva e completa de dizer isto: Lara Barradas é uma força da natureza, ponto.

A escrita da Lara é absolutamente estrondosa! Com meia dúzia de palavras, meticulosamente esculpidas com o fogo todo da alma, consegue deixar-nos prostrados, boquiabertos e comovidos, seja na poesia portentosa ou na prosa tecida com tanta força como com suavidade.

Escrevi, há algum tempo, a seguinte crítica na sua página: "Tudo o que a Lara Barradas escreve pode ser sorvido em camadas. Primeiro, vem o perfume das palavras e da harmonia; a seguir, vão-se descobrindo novos significados, uns estridentes, outros quase sussurrados, cada vez mais profundos, até se chegar a um íntimo que já não percebemos se é o nosso ou o dela, em cruzadas empatias." Não sei como dizer melhor que a página da Lara é mesmo incontornável! É imperioso seguir de perto esta autora, que está só no início de uma carreira literária que tem tudo para ser longa, produtiva e brilhante.

Já daqui a um mês, é lançada a primeira obra a solo da Lara, o livro infanto-juvenil Anchieta, com ilustrações do Rodrigo Estiveira e sob a chancela da editora Alfarroba Edições.

anchieta.jpg

 

"A obra original, conta a história de uma indiazinha que vive na Amazónia, e que é muito curiosa em relação ao mundo de betão. Anchi conta com a companhia do seu irmão Eke, nas brincadeiras na selva, e do seu macaquinho de estimação. Tal como todas as outras crianças, tem um medo que quase a domina, e vai contar com o apoio dos seus amigos para o ultrapassar, sendo no entanto, constantemente importunada pelo malvado Xinfrim.

A obra conta com personagens inspiradas na tribo Guarani, no folclore Brasileiro e faz alusões a personagens do âmbito fantástico, que vão estimular a criatividade das crianças. Tem uma forte componente de consciencialização para a preservação da natureza."

 

Estou em pulgas para ler a história e a rebentar de orgulho desta miúda com quem partilho uma empatia enorme sem nunca lhe ter botado a vista em cima (mas as pessoas extraordinárias que nos entram de rompante vida adentro são como as cerejas, é o que vos digo). 

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