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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Ela ancorou. Ou naufragou. Não se sabe, mas sabe-se que já não navega livre, como as gaivotas que admira no cais. Ela nunca larga o leme, agarra-o com a sofreguidão de quem acredita que escreve o destino e traça a sua rota sem compasso.


A última coisa que lhe passa nos planos é tornar-se um destroço abandonado, mas sabe que não vai aparecer nenhuma equipa de buscas para a salvar. Ela quer salvar-se a ela própria, mas não consegue içar aquela âncora.


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