As mãos, abertas e fechadas, pousadas na urgência de permanecerem desconhecidas, riem. Abertas como nuvens, imóveis enquanto escrevem. Sussurram cantigas e poemas desgarrados. Próximas, tão próximas, as mãos que pousam como palavras no meu ombro, gaios tontos nas telhas do sótão. Afinal tocam-se, dançam juntas na celebração banal do que é, afinal, maior que as palavras que as mãos trocam.

