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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Por entre corredores sujos
Trapos e vidros rachados
Oiço o arranhar das lágrimas
Esqueletos de melros na gaiola
Atestam a beleza insuficiente da morte
Não se sacode o pó, que magoa
Só as pegadas marcam vestígios
Nas paredes de musgo
E gavetas perras
Ruínas de nós
Cadeiras coxas, a cama rota
Molduras quebradas
Fotografias baças do que nunca fomos
Os filhos que não nos nasceram
Dos corpos que não se trocaram
E o cheiro que se entranha
Cartas antigas, amarradas, amarelas
Encerram poemas e guerras
E tanto
Amor

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