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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Meu coração doido é pólvora, explode em festim desregrado à ignição certeira.

Meu coração despedaçado, espalhado em granulado pelo mundo,

não tem poiso quieto nem caminhos pavimentados em que deslizar.

Meu coração gelado, pingado a cada ebulição,

contido em caixas estanques para não evaporar.

Coração bravio, valente e solto, ousa desafiar regras que ninguém ditou.

Meu coração pachorrento, encostado a cada lugar,

derretido em poemas e canções de embalar.

Coração perdido, vagabundo e trôpego, embriagado de sal e de vinho a sangrar.

Coração vadio, disputa com o vento a leveza e não sabe aterrar.

 

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