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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Na altura, tenho de confessar, caíram dois ou três mitos pelas escadas abaixo. Cliché à parte, pensava realmente que não havia já pessoas assim. Não nego que equacionei até um ou outro beijo escondido, mas apenas nos meandros da imaginação ensonada, que à altura tinha uma venda no coração e correntes de cimento no desejo. A empatia foi natural, permaneceu, que há coisas que o tempo e a distância não conseguem perturbar.


Tem-me vindo a surpreender, de mansinho, como quem pede licença com os nós dos dedos a acordar as vidraças. Singelo. Inesperado. Como um poema a meio da manhã, um mimo, uma delicadeza na abordagem… Doce e honesto, conheço-lhe o passado e os sonhos.


Cabeça de vento, distraída, às vezes esqueço-me de olhar em volta, por ter o olhar fixo na Lua. Outras vezes duvido mesmo da minha própria existência dentro do tornado que fiz minha casa, minha identidade.


Só para que saibas, finalmente reparei que estás aí. Só não sei onde estou eu.

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