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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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Irritam-me as pessoas que criticam sem saber, que dizem mal, que acusam e que generalizam. Irritam-me as pessoas que assumem à partida que todos os que fazem x são y. Irritam-me as pessoas que se presumem melhores que os outros, donas de uma suprema inteligência que as distingue dos demais. Irritam-me as pessoas que partem do princípio que os outros são todos tolinhos, mentecaptos, limitados, distraídos, pacóvios, bacocos e, portanto, tudo o que fazem está mal ou não tem valor, ou é um fenómeno raro que se lhes permite com um tom condescendente. Irritam-me as pessoas que apreciam ser de um nível que crêem superior. Irritam-me as pessoas que pensam que ser melhor é ter melhor, que vivem para o ter e esquecem o ser. Irritam-me as pessoas que têm uma reacção alérgica ao povo, aos pobres, às maiorias, ao vulgar, ao fora de moda. Irritam-me as pessoas elitistas, snobs, que têm a mania que são eruditas. Irritam-me as pessoas que recusam o pop (de popular), o simples, o barato, o perto. Sei que também sou tudo isto, demasiadas vezes. Tenho preconceitos e já por muitas vezes rotulei automaticamente (o que significa de forma injusta) pessoas, sem bem conhecer, sem fazer ideia do que cada um tem dentro de si. E isso ainda me irrita mais. Porque sei (e sei que sei bem) que nem tudo é o que parece e que o que parece interessa pouco.


Desçamos à terra por um momento. Toda a gente concorda se dissermos que vivemos num mundo fútil, materialista, injusto. E o que fazemos? Seguimos a corrente. Aceitamos as regras e obedecemos-lhes, em vez de as repudiarmos, de nos recusarmos a ser fúteis, materialistas, injustos. Queremos ser iguais aos outros para depois sermos melhores. Porque é que sermos quem somos não nos basta? Este estigma de se ser pequenino, impotente, insignificante é uma sabotagem tremenda à felicidade, quer em termos individuais, quer globais. É ceder, aceitar a derrota sem antes ir à luta, é castrar a força da unidade e condenar o potencial da união. Cada pessoa é um mundo, imparável, que pode tudo aquilo que quiser. Muitas pessoas juntas, mais do que mudar o mundo, podem criar um mundo! Importante é ser feliz. E, repito amiúde, ser feliz começa por se ser quem se quer ser, por fazer o que gosta de fazer. A felicidade é ter liberdade para errar, é perder o medo.


Hoje quero pedir a todos os que me lêem que se libertem dos muros que são os preconceitos, as regras, as generalizações; que experimentem por um dia fazer o que vos dá na bolha. Que pensem outside the box para variar. E que sejam quem gostariam de ser, seja isso o que for.


 


 



 


 

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