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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

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Nasceu-me a liberdade
Onde tinha encerrado a dor
Um rio atravessou-me a meio
Comportas abertas
de espanto, talvez amor
Teus olhos naufragados
Tomaram conta de mim
Fui teu farol, bússola e mar
Foste-me cravos, poesia, motim
Num terminal de chegadas
Na tarde baça em que pari
Fatalidade ancorada
Bolsos vazios, sem regresso
Nem promessas nem metáforas
Mudou o ano, virou o jogo
Poemas mortos, secos, gastos
Papel borrado, desperdício
Jogada a um canto, no lixo
Carta anónima, profana, rasgada
Sem resposta ou lugar, sem nada

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