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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

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Não há Festa como esta!

Este ano ainda não vi na TV as habituais imagens seleccionadas a dedo de velhinhos de bengala sentados perto de um garrafão de vinho e pessoal claramente "sob o efeito de substâncias", como é habitual. Estranhamente, vi imagens de crianças no carrossel, de jogos de cartas e apenas pessoas a passarem perto do Espaço Central. Continua a não ser representativo da pluralidade bonita que é a Festa, mas melhorou.

A programação musical da Festa este ano não me pareceu particularmente apelativa (para o meu gosto pessoal), provavelmente na tentativa de captação de públicos jovens e mais diversos (?), incluindo até artistas com conotações políticas bem divergentes da partilhada por grande parte dos visitantes da Festa. Rui Veloso, por exemplo, que ontem encerrou a noite de dia 2 no Palco 25 de Abril, e apoia o Francisco Assis (PS) no Porto, mas até é mandatário de Fernando Seara (PSD) em Sintra. O alinhamento também me criou algumas dúvidas, até porque normalmente o Rúben de Carvalho não deixa nada ao acaso. Felizmente que a Festa terminou muito bem, com os Língua Franca a darem uma lição de música com mensagens políticas e fraternidade transatlântica.

Mas o melhor da Festa continua a ser o convívio entre todos os camaradas, amigos e visitantes, de igual para igual:

  • as conversas instantâneas com o camarada septuagenário do Algarve que viu os planos furados e ficou sem companhia, mas foi à Festa sozinho, porque já tinha saudades, fez umas chalaças com uma camarada da Margem Certa e divertiu-se à mesma;
  • a camarada que acompanhava o filho teenager no concerto de Mão Morta e ficou surpresa com a voz do Adolfo Luxúria Canibal e com as histórias que lhe contámos, mas aguentou firme e hirta e até gostou de ouvir aquela banda que desconhecia;
  • o camarada que ia a passar e convidou-se a provar as minhas uvas, que partilhei com todo o gosto;
  • a comoção de cada Carvalhesa, entoada de coração ao alto.

 

Fico sempre com uma saudade estúpida logo que a Festa termina, três dias são poucos para fazer tudo o que há para fazer, ver, ouvir, debater e comer. Mas fica também o alento de saber que no próximo ano a Festa será ainda maior, ainda melhor e mais bonita.

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