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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Açaima a verdade como se a poesia doesse

Como se não fosse a dor que nos garante a vida

O mundo segue ignorante e rude, sem escutar. Tece

estilhaços de vidros varridos para onde não se vê

trancados no cofre aberto de aprendiz de banalidades

Recusa as letras sujas do sangue que bebemos em festim

Foge das rodas dentadas que mastigam ferro sem idade

e das palavras que escorrem beiços abaixo, peito acima

Cala uma voz como quem cala um amor maldito

De açucenas nos dentes e coração de granito

 

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