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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Cansada de pedir mais poesia por onde passo, reconhecendo as fugas injustificadas, decidi cortar amarras e navegar sem rumo, de encontro ao que por mim esperasse na outra margem. A imagem antagónica do outro lado do espelho rachado roça a perfeição. O tinto escorregava pelas canecas infantis, soltava línguas tímidas demais para se cruzarem nos silêncios em que os dedos apartados queriam chamar os outros, mas esperavam por algum momento certo que parecia não chegar. Os livros mais que correctos, a música certeira. Tudo o que importa a corresponder a cada expectativa mais ousada. Espanto por todo o lado, como só podia ser neste filme, como em todos os filmes com registo especial. Conheci um poema de olhos azuis, frugal, feito de suavidade, de sorriso puro e persistente. E quando um poema te olha nos olhos e não desarma o sorriso, como se visse um arco-íris materializado em gente, abraças a poesia ou foges feita vadia...

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