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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

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Um clique, um instante, e toda a história é resumida. Uma fotografia que conta uma história de estórias feita, entrelaçadas e unidas. Podia ser a preto e branco, de tão nítida e forte, mas tem cores. Almas fortes, encontradas e unidas por acasos a que não seria possível escapar. Tão diferentes. Tão irmãs. O que se vê é a definição de sororidade. Unidas por uma rede de aço invisível, por todo um chão comum e divergências que as tornam complementares. Umas em primeiro plano, outras mais distanciadas. Os risos adivinham-se, sonoros, que são constantes, mas as lágrimas de todas, tantas já engolidas, soluçadas, abafadas, ficam apertadinhas nos segredos só delas, nas cartas adivinhadas, nos pensamentos dissecados e alguns nunca verbalizados. Unidade. Para tomar as ruas, para incendiar espíritos, para carpir em conjunto as dores, para chamar à razão, para acalmar e dar raspanetes, para tudo compreender, tudo perdoar, para dar o impulso na subida e o amparo na queda. Elas sorriem e brindam, que um copo cheio sempre afaga alguma carência, mesmo que só a fingir, mesmo que só por um instante. Eles, sempre omnipresentes, em primeiro plano ou em background no pensamento delas, todos citados sem excepção. Pactos e promessas reafirmados, sem necessidade, que cada uma sabe bem quem a leva no coração. Sorte grande, esta de ter grandes amigas.

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