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Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

Ventania

Na margem certa da vida, a esquerda.

origem

Não acreditar no amor e não ter coração (ou tê-lo deixado num congelador dum qualquer 3º andar, entre as ovas e os hambúrgueres de perú) tem lados positivos.


Por exemplo, quando se nos cai de repente um homem hiper-charmoso no quotidiano, completamente o nosso tipo (cuidado, sensível, honesto, calmo, melancólico até, romântico, alentejano como dita a sina, etc., etc.) e nos deparamos a jantar com ele, não há qualquer pressão. Pela primeira vez na vida, não se cora, não se fica ansiosa com expectativa de agradar, diz-se disparates e não se lamenta sequer um. Diz-se objectivamente que ele se devia afastar da tipa que andou a fazer dele gato-sapato, até porque se pode vir a estar interessada na sua companhia, bebe-se o vinho todo e no fim conclui-se que não há hipótese, porque não só ele faz lembrar demasiado o grande amor da nossa vida, como tem dois mesmos defeitos que o outro (fuma e é do Benfica), e ainda por cima não é de esquerda. Não vai dar, ser órfão é essencial mas não compensa o resto.


E é assim, sem dramas nem complexos. Ice, ice baby.

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